Revolut elege LatAm como um dos focos em plano para chegar a 70 mercados até 2030

Bloomberg Línea — A Revolut pretende se tornar a primeira plataforma financeira de alcance global nos próximos cinco anos, em um plano que prevê investimentos da ordem de US$ 13 bilhões no período no mundo. E a América Latina entrou como uma das regiões consideradas prioritárias no plano, dado o tamanho do mercado.

O anúncio ocorreu nesta terça-feira (22) em Londres, por ocasião da inauguração oficial de seu novo headquarter no distrito financeiro de Canary Wharf, próximo a edifícios de instituições incumbentes como HSBC, Citi e J.P. Morgan Chase.

Atualmente com presença em cerca de 40 mercados globalmente, em sua maioria da Europa, a fintech britânica prevê chegar a mais 30 países até 2030, segundo o mesmo plano. O objetivo maior, sem data definida, é chegar a 100 mercados.

E projeta alcançar a marca de 100 milhões de clientes em meados de 2027, versus 65 milhões atualmente.

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“Nossa missão sempre foi simplificar o dinheiro para nossos clientes, e nossa visão de nos tornarmos o primeiro banco verdadeiramente global do mundo é a expressão máxima disso”, disse Nik Storonsky, CEO e cofundador da Revolut, em nota.

Storonsky e Vlad Yatsenko fundaram a Revolut em 2015, oferecendo inicialmente serviços de câmbio e de remessas, suas especialidades. Ao longo dos anos, a fintech ampliou a sua atuação até se tornar uma plataforma completa de serviços bancários e financeiros – e, mais recentemente, além dessas áreas.

Do volume de investimentos, a maior parte – do que foi anunciado -, US$ 4 bilhões, será destinada ao Reino Unido, com a projeção de criação de mil empregos localmente; US$ 1,2 bilhão terá como destino a Europa Ocidental, o que inclui uma sede regional em Paris; e US$ 500 milhões, para os Estados Unidos.

Nessa disputa, a Revolut se sobressairia de bancos tradicionais com atuação no varejo e de players puramente digitais, como o Nubank, por ora ainda presente “apenas” em Brasil, México e Colômbia, mas com ambições globais reafirmadas pelas suas lideranças, como o CEO e cofundador David Vélez.

A Revolut já está presente no Brasil com uma operação comercial há pouco mais de dois anos, desde maio de 2023, sob a liderança de Glauber Mota.

Na maior economia da América Latina, a empresa começou com a oferta de serviços de câmbio na plataforma multimoedas, dentro da proposta de conta global ancorada em sua escala em dezenas de mercados e a expertise tecnológica; e passou a gradualmente incorporar novos serviços, como transferências por Pix, cartão de débito com plano de benefícios e cartão de crédito.

Na conta global, um dos produtos que mais ganharam competidores nos últimos anos no Brasil, enfrenta de pioneiros no país como a Avenue, que atraiu o Itaú Unibanco como sócio, o C6 Bank, o Inter e a Nomad, até rivais internacionais, como a Wise, nativos do mercado de investimentos, como BTG Pactual e XP, além de bancos incumbentes como o Bradesco.

Os próximos países da região que vão contar com uma operação local são México, apontado como uma prioridade pela fintech pelo tamanho do mercado e subsequentes oportunidades, Argentina e Colômbia.

Nos três casos, o início está pendente de autorizações regulatórias. A expectativa para México e Argentina é que isso ocorra até o começo de 2026. E em algum momento do ano que vem na Colômbia.

Outras regiões que estão no foco são a Ásia-Pacífico, a África e o Oriente Médio, dentro de uma visão que inclui oferecer múltiplos serviços por meio de sua plataforma digital cross-border – ou seja, muito além da operação de câmbio entre dezenas de moedas que fizeram a sua fama nos primeiros anos.

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No México, por exemplo, segunda maior economia da América Latina, o plano prevê que a estreia, quando devidamente autorizada, aconteça com todos os serviços disponíveis, algo inédito para a fintech britânica no mundo, segundo disse Juan Guerra, CEO da Revolut México, no mesmo evento.

“Esses quatro países [Brasil, México, Colômbia e Argentina] têm somados perto de 450 milhões de pessoas. É o tamanho da população na União Europeia. Isso mostra o quão grande é a oportunidade na região”, disse Ignacio Zunzunegui, Head de Marketing da Revolut para LatAm e Sul da Europa.

O executivo apontou o potencial de sinergias da América Latina com mercados em que a fintech já está presente, como Espanha e Portugal, além do volume de remessas na casa de US$ 160 bilhões para países da região, como fatores que justificam a decisão estratégica de incluí-la como uma prioridade.

A fintech tem acelerado o seu ritmo de crescimento nos últimos meses, como consequência do efeito de rede e de um modelo altamente escalável com base em tecnologia, que proporciona alavancagem operacional.

Como consequência, tem buscado em diferentes mercados a licença bancária que permite a oferta de múltiplos serviços, fazendo valer não só a plataforma com serviços replicáveis a um custo menor como a marca que ganha força.

Uma das alavancas de crescimento, segundo executivos da fintech, é o segmento de atendimento a empresas, a Revolut Business, que acaba de alcançar a marca de US$ 1 bilhão em receitas anuais – os planos de próximos mercados incluem o Brasil, embora não haja ainda uma data prevista.

No segundo trimestre, a Revolut alcançou receitas de US$ 1,4 bilhão, com alta de 46% na base anual, segundo documentos para investidores vistos pela Bloomberg News.

Recentemente, foi avaliada em US$ 75 bilhões em uma negociação de equity no mercado secundário, segundo fontes que falaram com a Bloomberg Línea.

Nos dois casos acima, a Revolut não confirmou as informações.

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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