Demanda por engenheiros para energia renovável deve dobrar até 2030, diz Kearney

A quantidade de engenheiros de energia necessários para gerenciar a evolução do uso de combustíveis fósseis para energia sustentável até 2030 é equivalente ao dobro do número desses profissionais hoje. Entre 450 mil e 1,5 milhão de especialistas dessa área serão necessários segundo um estudo da Kearney em colaboração com a IEEE Power and Energy Society divulgado nesta terça-feira (30). No Brasil, devem ser criadas 7,5 milhões de vagas.

Divulgado com exclusividade pelo InfoMoney, o levantamento “O Futuro da Força de Trabalho em Energia” foi desenvolvido a partir de dados do setor, análises, observações e pesquisa com quase 200 executivos e engenheiros seniores do setor, além de mais de 770 especialistas em engenharia em 37 países.

Para 40% dos entrevistados, a força de trabalho insuficientemente qualificada e a competição por talentos já são desafios para preencher as vagas. “Com avanços tecnológicos massivos na necessidade de energia elétrica nos próximos anos, os líderes do setor global de energia precisam compreender a magnitude da escassez de talentos que se aproxima”, diz o sócio da prática de energia, energia elétrica e utilities da Kearney, Claudio Gonçalves.

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“Simplesmente não há engenheiros suficientes com as habilidades e capacidade necessárias para implementar as mudanças exigidas nesta década — e essa lacuna está crescendo”, afirma. Estima-se que a demanda por energia elétrica aumentará mais de 50% até 2040.

A pesquisa entendeu que apesar da alta demanda por profissionais da área, há dificuldade no recrutamento e na retenção desses especialistas. Desde 2021, aponta o estudo, quase metade de todos os engenheiros de energia mudou de emprego dentro da própria empresa, trocou de empresa ou deixou o setor completamente. Burnout, trabalho pouco estimulante e dificuldade de fazer uma transição lateral foram os motivos mais citados.

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Cenário brasileiro

O Brasil tem a meta de gerar 81% de energia via fontes renováveis até 2029, o país está investindo cerca de US$ 100 bilhões por meio de leilões de energia e acordos de compra de energia competitivos. O efeito dos investimentos deve ser a geração de mais de 7,5 milhões de novos empregos ao longo da década.

A Kearney e o IEEE PES ouviram mais de duas dezenas de executivos no Brasil — e em países como Alemanha, Índia, Líbano, Paquistão, Panamá, África do Sul e EUA — e viu que mudanças nas políticas energéticas nacionais estão impulsionando investimentos elevados em infraestrutura de energia, levando à criação de empregos em diversos domínios do setor.

Fonte: Info Money

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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