Conheça Dwayne Johnson como ator em ‘Coração de Lutador’

A transformação revela o compromisso de Johnson em fazer jus à biografia de Kerr. Um dos arquitetos do que se tornaria a marca UFC, o lutador ajudou a popularizar campeonatos de MMA – ou mixed martial arts – antes de o esporte se tornar uma máquina de fazer dinheiro, fazendo de seus praticantes celebridades milionárias. Existe economia na interpretação e preocupação genuína em não cair em armadilhas comuns a outras biografias esportivas. A verdade atrás dos holofotes, na cartilha de “Coração de Lutador”, é despida de qualquer glamour.

Não que a vida de Mark Kerr não seja uma coleção de triunfos e tragédias. Mas a opção do diretor Benny Safdie, aqui em seu primeiro trabalho atrás das câmeras sem a parceria com o irmão Josh (eles fizeram, entre outros, “Bom Comportamento” e “Joias Brutas”), é evitar o lugar comum. “Coração de Lutador” mostra o vício de Kerr em opioides (o que quase resultou em uma overdose fatal). Ilustra seu relacionamento conturbado com a ex-modelo (e coelhinha da Playboy) Dawn Staples (em outro trabalho fantástico de Emily Blunt). Sugere um combate épico com seu melhor amigo pelo título do Pride FC no Japão.

Dwayne Johnson como Mark Kerr em ‘Coração de Lutador’ Imagem: Diamond

Nada disso, contudo, ganha tintas dramáticas – no máximo, Safdie injeta uma pitada de melodrama novelesco à jornada de Kerr. O esforço narrativo é mostrar o lutador como um sujeito comum com um trabalho incomum. “Coração de Lutador” internaliza o foco, concentrando a narrativa na figura silenciosa e pouco intempestiva de Kerr, um gigante gentil que ajudava a mudar o panorama do esporte como entretenimento sem nunca perceber a grandeza de sua trajetória.

Se o filme por vezes sofre com essa inércia dramática, antítese do estilo nervoso exibido por Safdie em “Joias Brutas”, quem se sobressai é Dwayne Johnson. Aqui o astro não conta com nenhum elemento externo para auxiliar seu trabalho em frente às câmeras. Cada momento repousa em sua capacidade em transformar Kerr em personagem e extrair verdade de sua interpretação, sem deixar que próteses e maquiagem levem os louros.

O resultado é fascinante. Seria desonesto cravar que “Coração de Lutador” é a melhor interpretação de Johnson, já que sua carreira até aqui não exigiu que ele flexionasse músculos dramáticos. O potencial, contudo, esteve sempre ali, como em “Be Cool”, em que interpreta um capanga e aspirante a ator gay, ou o cristão recém-convertido (e trincado em pó) do perverso “Sem Dor, Sem Ganho”. Se havia uma promessa, ela agora é cumprida com louvor.

Fonte: UOL

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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