o que sabemos sobre o acordo entre Israel e Hamas

Israel e Hamas concordaram com uma troca dos reféns israelenses restantes na Faixa de Gaza por prisioneiros palestinos, anunciou o presidente Donald Trump nesta quarta-feira (8). Mas, enquanto pessoas em todo o Oriente Médio acordavam na quinta-feira (9) com a notícia do acordo, muitos detalhes ainda permaneciam incertos.

Trump afirmou nas redes sociais que Israel e Hamas concordaram com a primeira fase de um plano de paz de 20 pontos que ele apresentou no final de setembro. O anúncio foi feito após negociações indiretas entre Israel e Hamas, mediadas por Egito, Catar, Turquia e Estados Unidos.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que convocaria seu gabinete nesta quinta-feira para aprovar o acordo. O Hamas afirmou que o pacto levaria ao fim da guerra e à retirada de Israel do território, além de permitir a entrada de mais ajuda humanitária em Gaza.

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Netanyahu deveria reunir ministros de alto escalão às 17h, horário local, antes de submeter a proposta a uma votação no gabinete cerca de uma hora depois, segundo dois funcionários israelenses que falaram sob anonimato por não estarem autorizados a discutir o assunto publicamente.

Algumas das questões mais sensíveis — como se o Hamas deporia as armas e quem administraria o enclave palestino após a guerra — ainda precisam ser resolvidas.

Mesmo assim, muitos palestinos e israelenses celebraram o anúncio de que um acordo havia sido alcançado, na esperança de que finalmente encerrasse o conflito.

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O que sabemos:

O acordo prevê a troca de reféns e prisioneiros

Israel e Hamas chegaram a um acordo com base na primeira fase do plano de paz de Trump, que foi divulgado publicamente pela administração Trump no final de setembro.

O plano prevê que os reféns em Gaza e os prisioneiros palestinos sejam trocados cerca de três dias após a ratificação formal do cessar-fogo por Israel. Os cerca de 20 reféns vivos provavelmente serão libertados no domingo ou na segunda-feira, segundo um funcionário israelense que falou sob anonimato por não estar autorizado a discutir assuntos sensíveis.

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As forças israelenses também se retirariam para uma linha acordada, embora a localização exata ainda não tenha sido divulgada. A proposta de Trump incluía mapas mostrando as linhas de retirada de Israel, mas essas parecem ter sido alteradas durante as negociações, segundo dois funcionários israelenses e um funcionário egípcio, que falaram sob condição de anonimato para discutir questões diplomáticas.

Quando o Hamas lançou o ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, que deu início à guerra, cerca de 1.200 pessoas foram mortas e aproximadamente 250, em sua maioria civis, foram feitas reféns. A resposta militar devastadora de Israel desde então matou mais de 67.000 palestinos, incluindo civis e combatentes, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza. A guerra também reduziu grande parte do território a ruínas.

Segundo o plano de Trump, cerca de 20 reféns israelenses vivos seriam trocados por 250 prisioneiros palestinos cumprindo prisão perpétua em Israel e 1.700 palestinos detidos durante a guerra. Os corpos de 15 palestinos seriam devolvidos em troca dos restos mortais de cada israelense.

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Autoridades e analistas afirmam que a entrega dos corpos dos cerca de 25 reféns que foram mortos provavelmente será mais complicada e demorará mais.

O acordo deve permitir mais ajuda humanitária em Gaza

A proposta de Trump prevê um aumento significativo de ajuda humanitária para Gaza, que enfrenta uma crise de fome durante grande parte da guerra. Organizações humanitárias culpam as restrições israelenses à entrada de alimentos e outros bens no enclave pela escassez, que levou monitores internacionais a declarar fome em partes do norte de Gaza neste verão. Israel nega essa caracterização.

Hamas e Catar indicaram, em suas declarações iniciais sobre o acordo, que ele permitiria maior fluxo de ajuda. Mas os detalhes ainda não estão claros.

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Um cessar-fogo anterior e de curta duração entre Israel e Hamas, em janeiro, estipulava que centenas de caminhões com suprimentos entrariam no enclave diariamente.

Ainda não está claro se o Hamas irá se desarmar

Para que o plano de paz completo de Trump funcione, diplomatas e negociadores provavelmente precisarão resolver uma questão crucial: o Hamas concordará em entregar suas armas?

Netanyahu sempre insistiu que não aceitaria um acordo no qual o Hamas se recusasse a se desarmar. O grupo militante palestino rejeitou publicamente essa exigência.

Trump não mencionou essa questão em sua postagem nas redes sociais nem em entrevista televisiva posterior, e não houve comentários públicos imediatos sobre isso por parte de Israel ou Hamas.

Alguns mediadores árabes que negociam o fim da guerra em Gaza acreditam que podem persuadir o Hamas a se desarmar parcialmente, segundo reportagem do The New York Times desta semana.

c.2025 The New York Times Company

Fonte: Info Money

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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