MORRE DAVE BALL, DO SOFT CELL, AOS 66 ANOS

O mundo da música perdeu um dos grandes criadores do synth-pop. Dave Ball, metade do lendário duo Soft Cell, morreu aos 66 anos em Londres, enquanto dormia. Segundo comunicado oficial, o músico “faleceu pacificamente em seu sono”, sem que a causa tenha sido divulgada até o momento.

“O pioneiro da música eletrônica, Dave Ball, integrante da inovadora dupla Soft Cell e da bem-sucedida banda de acid house The Grid, faleceu pacificamente enquanto dormia em sua casa em Londres na quarta-feira, 22 de outubro. Ele tinha 66 anos. O cantor Marc Almond, colaborador musical de Dave por 46 anos e companheiro de banda do Soft Cell, lidera as homenagens, descrevendo Dave como um “gênio musical maravilhosamente brilhante”. O que se tornou a última aparição de Dave com a banda aconteceu há apenas algumas semanas, no Rewind Festival em Henley-on-Thames, onde o Soft Cell se apresentou para mais de 20.000 fãs.”, informa o comunicado oficial

A notícia foi confirmada por seu parceiro de longa data, Marc Almond, que revelou um detalhe emocionante: Ball havia concluído o novo álbum de estúdio, Danceteria, apenas dias antes de partir. O disco será lançado na primavera de 2026, marcando o encerramento de uma trajetória que ajudou a moldar o som de uma geração.

O álbum final: “Danceteria”

Marc Almond descreveu o trabalho recém-finalizado como “um círculo que se fecha”. Inspirado pelo lendário clube nova-iorquino dos anos 80 que batiza o álbum, Danceteria promete revisitar a essência noturna e urbana do Soft Cell, mesclando a eletrônica minimalista de Ball com o lirismo melancólico de Almond.

“Dave estava focado, feliz e criativamente inspirado”, disse o cantor em seu tributo. A dupla vinha trabalhando no projeto desde o ano passado, e a gravação foi concluída poucos dias antes da morte. Segundo Almond, Ball “estava em paz com sua música e com o legado que deixava”.

A saúde e os últimos anos

Nos últimos tempos, Dave Ball enfrentava desafios de saúde. Em 2022, sofreu uma queda grave que o deixou hospitalizado por meses, com complicações como pneumonia e sepse. Mesmo assim, mostrou força e retomou os trabalhos em estúdio e no palco. Sua última performance com o Soft Cell aconteceu em agosto, durante o Rewind Festival, no Reino Unido, diante de milhares de fãs.

Um legado que moldou o pop eletrônico

Nascido em 3 de maio de 1959, em Chester, Ball conheceu Marc Almond enquanto estudava arte na Leeds Polytechnic. Da amizade entre os dois surgiu o Soft Cell, duo que em 1981 levaria o synth-pop das pistas para o topo das paradas com “Tainted Love”, versão explosiva do clássico de Gloria Jones. O sucesso foi imediato: a canção alcançou o número 1 no Reino Unido e entrou no Top 10 dos Estados Unidos.

Vieram outros marcos como “Bedsitter”, “Torch” e “Say Hello, Wave Goodbye”, faixas que capturaram o espírito urbano, romântico e sombrio dos anos 80. O álbum de estreia, Non-Stop Erotic Cabaret, tornou-se referência e fez do Soft Cell um dos nomes mais influentes da música eletrônica.

Após o fim da dupla em 1984, Ball criou o projeto The Grid, com Richard Norris, e voltou às paradas em 1994 com o hit “Swamp Thing”. Também trabalhou como produtor e remixer para artistas como Kylie Minogue e lançou, em 2020, a autobiografia Electronic Boy, na qual revisita quatro décadas de carreira.

Tributos e despedidas

Nas redes sociais, Marc Almond chamou o parceiro de “um maravilhoso gênio musical e um amigo leal”. O produtor Daniel Miller, fundador da Mute Records, descreveu Ball como “um verdadeiro original”, enquanto Richard Norris, do The Grid, lembrou os “bons tempos e a amizade inabalável”.

Desde o anúncio, músicos e fãs de várias gerações vêm destacando a importância de Ball para a música eletrônica — um criador que uniu rigor técnico, experimentação e emoção como poucos.

O som eterno do Soft Cell

Crédito da imagem: foto promocional da edição estendida do álbum Non-Stop Ecstatic Dancing / Reprodução: redes sociais

Dave Ball deixa uma discografia marcada pela mistura de minimalismo eletrônico e intensidade humana. O Soft Cell sempre foi mais do que um duo pop: foi um retrato da vida noturna, dos amores urbanos e das contradições da era digital que ainda engatinhava.

Com o lançamento póstumo de Danceteria, previsto para 2026, o mundo poderá ouvir o último capítulo dessa parceria que começou nos clubes underground de Leeds e terminou como parte da história da música moderna.

Dave Ball parte, mas o som que ele criou continua iluminando as pistas — e as memórias — de quem aprendeu com ele que a melancolia também pode dançar.

Fonte: Antena 1

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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