“Sendo o software a pedra angular desde o design, desenvolvimento e gestão de sistemas de hardware a nível global, controlos de exportação ainda mais rigorosos irão aumentar e acelerar ainda mais esta tendência dicotómica”, afirmou Neil Shahvice-presidente de pesquisa da Counterpoint Research. “A maioria das principais e avançadas ferramentas de design de EDA, designs de computação, pilhas de software e sistemas operacionais vêm de empresas sediadas nos EUA. Portanto, a confiança é alta, mas construir um ecossistema de software paralelo é caro, injustificado e pode criar alguns desafios sérios.”
Em Maio, Washington já tinha reforçado a supervisão das vendas de software de automação de design electrónico (EDA), exigindo que fornecedores líderes como Cadence, Synopsys e Siemens EDA obtivessem licenças de exportação antes de venderem a empresas chinesas. No início deste mês, o Presidente Trump anunciou nas redes sociais que planeia duplicar as tarifas sobre as exportações chinesas para os EUA e introduzir novas restrições à exportação do que chamou de “software crítico” até 1 de Novembro.
Impacto nas cadeias de abastecimento
Os analistas apontam que a restrição introduzirá ainda mais fragmentação na cadeia de abastecimento de tecnologia e acrescentará requisitos de conformidade adicionais às empresas sediadas nos EUA. Mais importante ainda, terá um impacto severo nas receitas das principais empresas de tecnologia ocidentais que dependem da China para crescer, de acordo com Lian Jye Suanalista-chefe da Omdia.
Fonte: Computer World




