Os dados foram para o digital, mas a experiência ainda é analógica

O título deste artigo foi uma frase falada pelo head de Saúde Digital da Nvidia, Raghav Mani, no HLTH, que aconteceu de 19 a 22 de outubro, em Las Vegas, e eu queria discorrer um pouco sobre ela.

Nos últimos anos, o setor de saúde viveu uma corrida pela digitalização. Prontuários eletrônicos, dashboards, ERPs, APIs. Quase tudo agora tem um dado, um ID e um backend. Mas, apesar de termos colocado os dados no digital, a experiência segue analógica — para o paciente, para o profissional e, muitas vezes, para o próprio gestor.

Digitalizamos processos, mas não transformamos jornadas. Automatizamos tarefas, mas seguimos com fluxos que começam e terminam em silos. Criamos ferramentas de inteligência, mas ainda tomamos decisões baseadas em conveniência, não em evidência.

No fundo, o desafio não é mais tecnológico — é cultural e de liderança. Transformar exige redesenhar o que vem antes e depois da tecnologia: o fluxo, a decisão, o papel de cada ator. É o que foi chamado no HLTH de workflow-first AI: começar pelo problema, não pela ferramenta. A boa inovação é a que tira atrito, devolve tempo e gera aprendizado.

Quem vive o meio do caminho — entre o discurso da inovação e a prática da operação — sabe que as dores da transição são reais. Implementar uma ferramenta que promete integrar o cuidado, por exemplo, pode gerar mais telas e mais burocracia se o processo não for redesenhado. O que era para ser leve vira mais um clique. E é aí que a liderança faz diferença.

Liderar nesse novo tempo é ter coragem de simplificar. É entender que a transformação digital não é sobre tecnologia, mas sobre experiência — do paciente, do colaborador e da própria instituição. É assumir que transformar dá trabalho, mas dá retorno: o piloto que escala é o que muda o fluxo, não necessariamente o software.

A maturidade digital se mede menos pelo número de sistemas instalados e mais pela fluidez da jornada. E essa fluidez é produto direto de lideranças que sabem integrar tecnologia, propósito e gente.

Talvez o próximo salto da saúde não venha de mais uma API, mas de uma nova forma de fazer. Mais simples, mais conectada, mais humana. É o que dizemos, menos sobre o dado — e mais sobre o que fazemos com ele.

Fonte: Saúde Business

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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