Em uma cidadezinha no meio do nada, um funcionário público que coleta animais mortos percebe, por meio de sonhos violentos e eventos bizarrros, que existem forças macabras além do mero acaso por trás da escalada de isolamento e desconforto que o aflige – enquanto os que o cercam fingem normalidade desconcertante.
Existe um certo atropelo de ideias nesta adaptação do livro de Ana Paula Maia assinada por Marco Dutra – temos um culto pagão, fronteiras vigiadas, apocalipse global, crianças malignas -, mas o conjunto funciona, em especial na primeira hora, por conta da performance discreta e bem calibrada de Selton Mello. Se o final não arrepiar sua espinha, não quero ser seu amigo.
BOM MENINO
Ousado, inventivo e absurdamente original, “Bom Menino” segue o conceito da casa mal assombrada mas traz um novo ângulo, já que a trama é contada do ponto de vista de um cachorro, Indy. Isolado em uma casa na floresta com seu dono de saúde debilitada, o cão sente uma presença maligna e procura livrar seu tutor do abraço da morte.
Num caso de nepotismo explícito, o diretor Ben Leonberg escalou seu próprio cachorro como protagonista e rodou “Bom Menino” ao longo de três anos. Embora o filme seja louvável em seus aspectos técnicos, criando uma narrativa assustadora e surpreendentemente doce, o que cativa é a história sobre lealdade e sacrifício, sintetizada na jornada de Indy. O que não é novidade para nenhum pai de pet.
Fonte: UOL




