UP2Tech atinge R$ 1 bilhão com distribuição de eletrônicos e mira expansão global

Bloomberg Línea — Em pouco mais de dez anos de mercado, a UP2Tech passou por um ciclo de transformação quase completo. A empresa abriu as portas em 2024 com atuação na distribuição de equipamentos para telecomunicações, mercado que hoje representa apenas 5% do seu faturamento.

A venda e a distribuição de produtos eletrônicos, em um modelo iniciado em 2019, tomou a frente em relevância de um negócio que encerrou os dez primeiros meses do ano com faturamento de R$ 1 bilhão – o dobro do registrado em 2024. A nova projeção é encerrar o ano com R$ 1,3 bilhão.

O negócio está sustentado na distribuição e na venda de produtos como smartphones, notebooks, aparelhos de som da JBL e consoles como PlayStation e Nintendo.

Na frente mais recente, o modelo 1P (em que vende seus produtos adquiridos), a UP2Tech tem clientes como Vivo, Carrefour e Havan, um negócio que responde por 30% da receita.

O carro-chefe é o 3P, com a venda de produtos de terceiros em grandes marketplaces, como Mercado Livre, Amazon, Shopee, Magalu e Casas Bahia.

A vertical de negócios representa 60% da receita da UP2Tech e a expansão fez com que a empresa assumisse também a gestão das lojas oficiais da marcas como Playstation, Nintendo, LG e Positivo nesses espaços.

“No 3P, nosso risco é zero porque é uma venda em consignação”, afirmou o fundador e CEO Rodrigo Abreu, conhecido como Kalu.

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Mais do que isso, a divisão tem impulsionado a UP2Tech para projetos mais ambiciosos. A empresa desembarca no México em 2026, como primeiro mercado operacional – a companhia tem feito testes também nos Estados Unidos.

“A Amazon e o Mercado Livre representam hoje 50 % do nosso faturamento – a Shoppe chegou forte também – e nós começamos a ter a necessidade de atender esses players fora do Brasil”, contou o executivo, formado em engenharia de telecomunicações.

A escolha pelo país, a segunda maior economia da América Latina, se deu pela similaridade com o mercado brasileiro em termos de comportamento e consumo mas também pelo potencial.

“A renda per capita é 30% acima da brasileira, e o mercado de games é maior: o país vende 1,2 milhão de consoles por ano contra 700 mil do Brasil”, afirmou o executivo. O plano é investir US$ 5 milhões no país, com projeção de faturamento de US$ 50 milhões até dezembro de 2026.

A estratégia é replicar o modelo brasileiro: logística com DHL e vendas por meio de marketplaces como Mercado Livre e Amazon.

Hoje, com a multinacional alemã de logística e fullfilment como parceira, a UP2Tech opera com um centro de distribuição de 15.000 metros quadrados em Louveira (SP), de onde saem mais de 70.000 pedidos mensais. No ano passado, foram comercializadas mais de 1 milhão de peças.

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Até 2030, a meta da companhia é cobrir as Américas, com a presença em 18 países da América Latina para apoiar o Mercado Livre e ainda Estados Unidos e Canadá, em parceria com a Amazon.

A rápida expansão no mercado, segundo o fundador, é acelerada pelo uso do DaVinci, software proprietário baseado em inteligência artificial desenvolvido há cinco anos.

A ferramenta permite que a UPTech “ganhe os buy boxes” dos marketplaces, aparecendo como vendedor prioritário quando o consumidor busca por um produto – e deve ser usada também nos futuros mercados.

Investidor estratégico

Para sustentar o ritmo de crescimento e o ciclo de expansão, Kalu concedeu um mandato para que o Itaú BBA procure potenciais sócios para a operação. O interesse maior está em um potencial acionista estratégico, que contribua para acelerar a escala do negócio.

“Outro distribuidor internacional, que tenha recursos melhores para trazer ao Brasil e capital internacional, nos ajudaria a chegar aos R$ 5 bilhões mais rapidamente”, disse. A projeção no negócio é bater os R$ 2 bilhões no próximo ano.

Até agora, toda a operação foi financiada com capital próprio e linhas de crédito bancárias, principalmente do Itaú. O nível de alavancagem é baixo: 0,5x o Ebitda, cuja margem está em 16%.

“Para 2026, devemos precisar de uma injeção de cerca de R$ 50 milhões de capital de terceiros”, projetou. “Ou vamos emitir uma debênture ou uma nota comercial.”

O executivo contou ter recebido e recusado abordagens de grupos internacionais em outros momentos. Agora, com a empresa mais madura e um faturamento considerado robusto, a conversa começa a fazer sentido.

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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