JBS prevê expansão de capacidade em 2027 após reformas e investimentos nos EUA

Bloomberg Línea — A oferta restrita de gado nos Estados Unidos deve continuar em 2026, com melhora mais consistente apenas a partir de 2027, segundo disseram os executivos da JBS durante teleconferência com analistas nesta sexta-feira (14).

“Os investimentos que nós estamos fazendo vão começar a impactar em 2027 e nos anos subsequentes. Esse timing é perfeito porque em 2026 ainda teremos uma oferta baixa do gado e muitas dessas plantas vão estar passando por reformas. O revamp para aumentar a capacidade acontecerá em 2027, que é onde as coisas devem começar a mudar”, disse Wesley Batista Filho, presidente global de operações da JBS.

Enquanto 2026 deve repetir o padrão de margens comprimidas, 2027 deve apresentar uma recuperação mais clara, quando entram em operação as reformas e ampliações das plantas no país.

Leia também: Sob efeito de ciclo do gado nos EUA, JBS tem queda de 15% no Ebitda no trimestre

Na frente financeira, o CFO da companhia, Guilherme Cavalcanti, disse que a alavancagem segue como principal variável para a definição de dividendos extraordinários e recompras.

“A maior variável é a alavancagem. Normalmente essa decisão começa a ser tomada no segundo trimestre do ano que vem. Esses retornos viriam na segunda metade de 2026”, disse.

Segundo Cavalcanti, apesar dos retornos já distribuídos neste ano, a JBS (JBS) deve encerrar 2025 com alavancagem abaixo de 2,5 vezes, nível que ele classificou como “confortável”.

Além disso, a companhia deverá manter uma boa disciplina financeira para caso surjam oportunidades de aquisições.

Retorno do mercado chinês

Segundo o CEO, Gilberto Tomazoni, as restrições temporárias de exportação para China e Europa após o caso de gripe aviária tiveram impactaram a rentabilidade no trimestre.

Com a retomada desses mercados, disse o executivo, a Seara deve “reduzir a pressão em outros mercados”. A estratégia de diversificar a abertura de destinos durante o embargo foi essencial para mitigar justamente esses efeitos.

“A abertura da Europa tem um forte impacto nos resultados da Seara e isso significa que vamos reduzir a pressão em outros mercados. Consequentemente, vamos melhorar as margens”, afirmou.

Tomazoni disse que Europa e China são destinos considerados premium para diferentes cortes, o que ajuda a recompor mix e preços. “A China tem um papel muito importante em termos da otimização. Isso tem um impacto muito significativo nos negócios da Seara”, disse.

Visão de analistas do Santander

Em relatório publicado após o balanço financeiro nesta sexta-feira (14), os analistas Guilherme Palhares e Laura Hirata, do Santander, escreveram que os resultados da companhia no trimestre vieram em linha com as expectativas.

Segundo eles, a queda de 16% no Ebitda reflete principalmente o segmento de bovinos nos Estados Unidos e o impacto temporário das restrições sanitárias que atingiram as exportações da Seara após o surto de gripe aviária em maio.

No relatório, os analistas escreveram que a retomada dos mercados internacionais deve permitir uma recuperação já no quarto trimestre, mas margens pressionadas no frango nos EUA e um cenário ainda incerto para o ciclo da ave no Brasil seguem como fatores de cautela no curto prazo.

Operação brasileira e australiana

Para o Brasil, a empresa projeta demanda firme e crescimento mesmo com custos mais altos do gado. “Nós vemos um mercado forte no próximo ano. A disponibilidade será menor, mas muito acima do que tínhamos anteriormente”, afirmou o executivo.

A empresa também destacou a evolução da Friboi e o ritmo de abertura de mercados.

“Nos últimos dois anos nós abrimos mais de 100 mercados”, afirmou Tomazoni ao citar a demanda forte em destinos como Ásia, Coreia, Japão e México.

A companhia vê também um cenário positivo na Austrália, onde o ciclo do gado vive fase oposta ao americano. A JBS projeta mais um ano forte no país.

Sobre a operação americana de suínos, a empresa informou que a demanda doméstica continua positiva e que as margens não estão comprimidas pelas tarifas chinesas.

A empresa tem previsão de cerca de US$ 700 milhões em capital de giro. Os executivos explicaram que o número está diretamente ligado a três fatores: preços dos grãos, do gado vivo e das cotações no mercado futuro da carne.

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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