Fundo imobiliário do agro sobe firme na bolsa; o que impulsiona a alta? (Imagem: Canva/ Getty Images)
As cotas do BTG Pactual Terras Agrícolas (BTRA11) sobem forte nesta terça-feira (25) e figuram entre as maiores altas do pregão entre os fundos imobiliários (FIIs).
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Por volta das 12h20 (horário de Brasília), os papéis avançavam cerca de 3,42% na bolsa de valores, negociados a R$ 59,19. Acompanhe o tempo real.
O movimento ocorre após o fundo informar que fará o seu primeiro programa de recompra de cotas, aprovado em assembleia geral de cotistas e autorizado após as mudanças implementadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A prática já é comum entre empresas listadas em bolsa, que costumam recorrer à operação quando avaliam que suas ações estão descontadas, como sinal de confiança ao acionistas.
Em comunicado enviado ao mercado, o FII explicou que poderá adquirir as cotas, a critério da gestora, entre 24 de novembro de 2025 e 24 de novembro de 2026, no mercado organizado da B3.
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Pelas regras definidas pela CVM, os fundos imobiliários estão autorizados, dentro de um período de 12 meses, a recomprar até 10% de seus papéis emitidos, o que, no caso do BTRA11, é equivalente a 336.455 unidades.
O valor pago deverá ser inferior ao patrimônio por cota calculado no dia útil anterior à transação, conforme determina o regulamento.
Além disso, todos os papéis adquiridos, além de retirados do ambiente de bolsa, serão cancelados pela administradora.
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Reforço de liquidez
De acordo com o BTG Pactual, gestor do BTRA11, o programa, além de reforçar a liquidez do fundo, contribuirá para uma negociação mais alinhada ao valor patrimonial.
Para Caio de Araújo, analista da Empiricus Research, a iniciativa é favorável e pode melhorar o resultado para os investidores.
“No geral, enxergo a recompra como um mecanismo positivo, capaz de gerar valor para o cotista com alinhamento de interesses e no resultado por cota”, afirmou.
Araújo avaliou que a liquidez pode ser, sim, um ponto de atenção, mas destaca que o forte desconto da cota em relação ao valor patrimonial (P/VP) é o principal fator para justificar a operação.
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