Após crise, novo CFO aposta em recuperar fluxo de caixa em 2026

Como novo contratado, você nunca sabe de fato qual é a cultura de uma empresa até vivenciá-la por dentro. Para o CFO da Boeing, Jay Malave, já se passaram pouco mais de três meses — e ele está pronto para fazer uma avaliação.

Após uma série de falhas em aeronaves, desafios de gestão e uma greve de mais de 33 mil operários em 2024, a Boeing passou por mudanças significativas em sua liderança executiva no último ano. Malave iniciou sua gestão como vice-presidente executivo e CFO em 15 de agosto, sucedendo Brian West, que ocupou o cargo por quatro anos. Kelly Ortberg tornou-se presidente e CEO da Boeing em agosto de 2024.

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Falando na terça-feira, 2, na Conferência UBS Global Industrials and Transportation, Malave disse que, quando chegou à empresa, já estava colhendo os frutos das mudanças culturais que Ortberg havia colocado em prática.

“O que vi foi uma equipe realmente engajada, uma liderança muito forte — gente com uma postura de ‘vamos fazer acontecer’”, disse Malave.

A gestão está focada em evoluir e tornar a Boeing melhor a cada dia, afirmou. “Para mim, isso é extremamente importante, porque é um sinal de cultura de performance, e isso é uma das coisas que você procura ao entrar em uma empresa”, disse. “De fora, você nunca consegue ter certeza de como é realmente trabalhar lá dentro.”

Ele descreveu a “gestão ativa” como uma equipe de liderança “disposta a arregaçar as mangas, colocar a mão na massa, ajudar a resolver problemas e fazer parte das soluções — e é exatamente isso que vejo aqui na Boeing”, afirmou.

“Sou do tipo que gosta de entrar nos detalhes, focar em como resolver um problema em vez de apenas observá-lo. Do meu ponto de vista, consegui me adaptar com bastante facilidade a um ambiente assim.”

Na Boeing (nº 63 da Fortune 500), Malave lidera a área financeira, além das frentes de estratégia, planejamento de negócios, imóveis globais, e também integra o conselho executivo da empresa.

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Ele foi recentemente CFO da Lockheed Martin e, antes disso, ocupou cargos seniores de finanças na L3Harris Technologies. Também passou mais de 20 anos na United Technologies (UTC), incluindo o período em que foi CFO da Carrier Corporation, quando ela ainda era uma divisão da UTC.

O caminho da Boeing de volta ao fluxo de caixa positivo

Durante a conversa, Malave também delineou uma recomposição financeira para a Boeing. Ele espera que a empresa volte ao fluxo de caixa livre positivo em 2026, na casa de poucos bilhões de dólares. Isso depende do aumento da produção do 737 Max e do 787 Dreamliner, além da entrega do estoque de jatos já produzidos.

Malave descreveu o próximo ano como o início da reconstrução rumo à meta histórica da Boeing de gerar US$ 10 bilhões por ano em caixa, com maiores cadências de produção como elemento essencial.

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A projeção marca uma melhora significativa em relação ao fluxo de caixa negativo esperado de cerca de US$ 2 bilhões em 2025 — e seus comentários ajudaram a elevar as ações da Boeing em quase 10% na terça-feira.

Defesa e segurança

Em julho, o veterano da Boeing Stephen Parker foi nomeado presidente e CEO da divisão de Defesa, Espaço e Segurança (BDS, do original Boeing Defense, Space e Security), depois de atuar como líder interino desde setembro de 2024.

Malave está temporariamente afastado das atividades da BDS por conta de seu cargo anterior na Lockheed Martin, e a Boeing concordou formalmente que ele não participará de assuntos relacionados à BDS até o fim do ano, para evitar possíveis conflitos de interesse com seu ex-empregador.

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Malave enfatizou que não pretende causar rupturas na carteira de programas da BDS quando puder atuar ali.

“Acho que há uma certa ansiedade dos investidores de que, quando eu tiver acesso ao programa da BDS, vai haver um monte de ‘granadas’ explodindo em vários projetos”, ele disse. “Estou indo lá para aprender.”

E acrescentou: “Em qualquer programa, sempre haverá riscos e oportunidades. Meu trabalho será: como posso ajudar a mitigar riscos e a aproveitar oportunidades? Não estou entrando com um mandato ou uma agenda para jogar granadas em nenhum programa.”

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Fonte: Info Money

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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