Ibovespa salta 34% e tem melhor desempenho anual desde 2016; o que impulsionou o índice em 2025? – Money Times

(Imagem: Freepik/ Montagem: Julia Shikota)

Ano de recordes. Em 2025, o Ibovespa (IBOV) superou as expectativas do mercado e saiu da casa dos 120 mil pontos do início do ano para o patamar dos 161 mil pontos, com direito a renovação de máximas históricas nominais.

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O principal índice da bolsa brasileira acumulou valorização de 33,95%, o melhor desempenho anual desde 2016.

O que mexeu com o Ibovespa em 2025?

Depois de cair mais de 10% no ano anterior e o mercado assumir uma posição mais cautelosa, o principal índice da bolsa brasileira bateu — e superou — as previsões de valorização ainda no terceiro trimestre de 2025. 

A primeira “pernada” foi registrada em setembro. Já no final de outubro, o tom otimista foi retomado e garantiu a maior sequência de valorização desde a criação do Plano Real, em 1994, — com 15 altas consecutivas. O Ibovespa também atingiu os 165 mil pontos pela primeira vez, renovando o recorde nominal intradia histórico.

O cenário positivo para o mercado acionário brasileiro deu-se por uma combinação de ventos favoráveis: expectativa de cortes de juros no Brasil e nos Estados Unidos, desaceleração da inflação e robusto fluxo de capital estrangeiro.

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Em uma rápida retrospectiva, a taxa básica de juros, a Selic, iniciou o ano em 13,25% e encerrou a 15% ao ano, em meio a continuidade do risco fiscal e incertezas sobre o cenário geopolítico.

Contudo, os efeitos de um nível monetário mais restritivo começaram a aparecer, na visão dos analistas, nos últimos dados econômicos — com destaque para os números de inflação e emprego — e reconhecidos pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).

Na última reunião do ano, o Copom destacou que o conjunto dos indicadores de atividade econômica segue apresentando, conforme esperado, trajetória de “moderação” no crescimento da atividade econômica, como observado na última divulgação do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o mercado de trabalho mostra “resiliência”. 

O BC também reconheceu que a inflação tem dado sinais de desaceleração. “Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes seguiram apresentando algum arrefecimento, mas mantiveram-se acima da meta para a inflação”, diz o Copom.

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A leitura abriu a “janela” para o início do ciclo de afrouxamento monetário já no primeiro trimestre de 2026.

Na última atualização, com data de referência do penúltimo pregão do ano (29), o contrato de Opções de Copom da B3 apontava a chance de 73% de o BC reduzir a Selic entre 0,25 e 1 ponto percentual.

“Historicamente, ciclos de redução da taxa Selic tendem a beneficiar a bolsa e setores como o financeiro, de energia elétrica, saneamento e construção civil apresentam fundamentos sólidos e perspectivas positivas para 2026”, afirmou o estrategista do Itaú BBA, Mathias Venosa, em relatório.

Já nos Estados Unidos, os juros voltaram a cair — movimento que já era esperado desde o fim de 2024. Em um movimento iniciado em setembro, o Federal Reserve (Fed), o Banco Central norte-americano, reduziu os juros da faixa de 4,25% a 4,50% ao ano para 3,50% a 3,75% ao ano, no menor nível desde setembro de 2022

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A previsão é de que o Fed faça mais um corte nas taxas de juros do país ao longo de 2026. Esse movimento dos juros favoreceu o diferencial de juros entre as duas economias (Brasil e EUA), e atrelado a rotação global gerada pela política tarifária do presidente dos EUA, Donald Trump, também beneficiou o mercado brasileiro.

Segundo dados recentes da B3, houve a entrada de R$ 27,347 bilhões de capital estrangeiro de janeiro a novembro na bolsa brasileira. No ano passado, o saldo foi negativo de R$ 32,1 bilhões da B3, após aportes de R$ 44,8 bilhões em 2023.

Já na reta final do ano, o cenário eleitoral entrou no preço do Ibovespa. Para o mercado, uma possível mudança política nas eleições presidenciais em outubro do próximo ano pode levar o principal índice da bolsa brasileira para a faixa de 180 mil e 200 mil pontos, com expectativa de uma melhora fiscal.

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Fonte: Money Times

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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