MST diz que avalia enviar militantes para a Venezuela

Movimento afirma que, por ora, segue apenas em alerta quanto à ação norte-americana em solo do país sul-americano

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) informou nesta 3ª feira (6.jan.2026) que avalia o envio de militantes à Venezuela, depois da operação dos Estados Unidos em solo do país sul-americano no sábado (3.jan).

Sob ordens do presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), militares dos EUA bombardearam a região de Caracas e capturaram o presidente venezuelano, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), para levá-lo a julgamento em Nova York sob acusação de “narcoterrorismo”.

Segundo a assessoria do movimento social brasileiro, a decisão de envio de militantes “é um processo que ainda está sendo construído”. A eventual presença em solo venezuelano seria para realizar protestos contra os EUA.

“Ainda não está muito claro o desdobramento dessas ações, mas a gente não descarta o envio de um reforço de militância, de atuação in loco na própria Venezuela, desde que seja necessário”, disse Ceres Hadich, da coordenação nacional do MST, em nota enviada ao Poder360.

A dirigente descreveu a solidariedade à Venezuela como “clara, definida e pública”. O MST atua há anos no país com produção de alimentos, agroecologia e transferência de tecnologias.

Embora considere o envio de pessoal, Hadich ressalta que a prioridade atual é a denúncia política do que chama de “sequestro, invasão e mortes causadas pelo governo dos Estados Unidos”.

A Venezuela está agora sob o comando de Delcy Rodriguez, vice de Maduro, sob anuência dos EUA.

Leia a íntegra da nota da coordenação do MST:

“Ainda não está muito claro o desdobramento dessas ações, mas a gente não descarta o envio de um reforço de militância, de atuação in loco na própria Venezuela, desde que seja necessário. As nossas relações de solidariedade concretas na Venezuela são muito claras, definidas, são públicas, inclusive, a gente tem contribuído no processo de avanço da produção de alimentos, desenvolvimento da agroecologia, de tecnologias em agroecologia, para fomentar a produção massiva de alimentos para o povo venezuelano, isso já faz algum tempo, e sendo necessário outras frentes de contribuição em algum momento, a gente certamente estará se preparando para poder dar conta dessas demandas que possam vir a surgir. Nesse primeiro momento, a gente está muito focado ainda em fazer essa denúncia imediata, que é a denúncia do sequestro, da invasão e das mortes que foram causadas pelo governo dos Estados Unidos.”



Fonte: Poder 360

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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