Hapvida despenca na bolsa após (nova) troca de executivos

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A Hapvida voltou a sofrer forte pressão na bolsa nesta terça-feira (13) após anunciar mais uma mudança em sua cúpula executiva. A companhia confirmou que Alain Benvenuti retornará ao grupo para assumir a vice-presidência comercial — poucas semanas depois de ter deixado o cargo de diretor operacional.

A movimentação reforçou a percepção de instabilidade na gestão e reabriu questionamentos sobre a capacidade da operadora de entregar a reestruturação prometida ao mercado após a fusão com a NotreDame Intermédica.

Perto das 14h50, os papéis da empresa lideravam as baixas do Ibovespa, em queda de 8,65%, cotados a R$ 13,94. O principal índice da bolsa recua 0,63%, aos 162.128 pontos.

A troca ocorre em meio a um processo mais amplo de reorganização da liderança. No fim de dezembro, a operadora anunciou um plano de sucessão que previa mudanças no alto escalão ao longo de 2026. Na ocasião, o então diretor financeiro e de tecnologia, Luccas Adib, foi indicado como novo CEO.

Jorge Pinheiro, filho do fundador do grupo, Candido Koren de Lima, deixou a presidência executiva para assumir o comando do conselho de administração. O vaivém de executivos aumenta a percepção de instabilidade justamente em um momento delicado para a companhia, que vem sendo penalizada na bolsa por dificuldades de execução. Nos últimos 12 meses, os papéis acumulam queda de 57%.

Um dos principais desafios é a competição intensa de preços no setor, que limita reajustes e pressiona o crescimento. Ao mesmo tempo, o MLR permanece elevado, refletindo custos assistenciais mais altos — associados, entre outros fatores, à expansão da rede hospitalar e a investimentos na melhoria da qualidade dos serviços.

O MLR (Medical Loss Ratio), índice que mede a proporção da receita destinada ao pagamento de despesas assistenciais, segue em patamar que consome parcela relevante do faturamento da Hapvida, pressionando margens e rentabilidade.

Analistas do Bank of America também apontaram, em relatório recente, que a companhia está sob maior escrutínio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), após uma série de multas e processos relacionados a descredenciamentos considerados irregulares. Segundo o banco, os depósitos judiciais decorrentes dessas ações afetam diretamente as projeções de margem.

Além de resultados aquém do esperado, a empresa ainda enfrenta consumo elevado de caixa e incertezas quanto à captura efetiva das sinergias prometidas com a incorporação da NotreDame Intermédica.

Fonte: Invest News

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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