Venezuela levaria uma década para recuperar metade de sua economia, estima Oxford

Bloomberg Línea — O PIB da Venezuela voltará a alcançar somente dentro de dez anos um nível 50% inferior ao valor máximo alcançado em 2013, de acordo com um relatório recém-divulgado pela consultoria Oxford Economics.

Uma recuperação completa da economia venezuelana não seria possível, mesmo nos cenários otimistas da Oxford Economics para o petróleo e o retorno de milhões de imigrantes que deixaram o país nas duas últimas décadas.

“Um cenário provável é uma recuperação modesta em um prazo de dois anos, à medida que um governo chavista apoiado pelos EUA abra o investimento em hidrocarbonetos e mantenha a segurança interna”, escreveu o economista sênior para a América Latina, Tim Hunter, no relatório.

“No entanto é improvável que haja uma recuperação mais ampla, já que esperamos que o atual governo permaneça no poder, dada a posição arraigada das Forças Armadas. Isso freia as reformas necessárias para melhorar as perspectivas de longo prazo”, indicou Hunter.

A Oxford Economics afirma que uma recuperação mais ampla exigiria melhorias substanciais nas instituições, na educação e na infraestrutura, bem como um ambiente político e de segurança estável.

Além disso, uma recuperação econômica de longo prazo exigiria uma transição democrática com um ambiente político e de segurança estável.

Leia mais: Plano de Trump para o petróleo da Venezuela esbarra na falta de estabilidade do país

“Eleições livres e justas não são um requisito indispensável para uma recuperação econômica, dado o papel que maiores receitas petrolíferas poderiam desempenhar”, segundo Tim Hunter. “Reconstruir um Estado eficaz, erradicar a corrupção e melhorar a formulação de políticas [públicas] seria mais importante”.

Após as ações militares dos EUA na Venezuela, a Assembleia Nacional da Venezuela deu posse a Delcy Rodríguez, então vice de Maduro, como presidente interina do país.

A Bloomberg News informou que Rodríguez pode exercer a autoridade executiva por um período máximo de 90 dias, estendendo o período interino até abril.

A Constituição permite uma única prorrogação de 90 dias, o que prolongaria o prazo até julho e obrigaria os legisladores a decidir se a ausência de Maduro se tornou permanente.

Se a Assembleia Nacional declarar uma ausência absoluta durante o primeiro ano do atual mandato de Maduro, a carta nacional exige uma nova eleição presidencial no prazo de 30 dias, abrindo a porta para uma votação já em agosto, caso os legisladores ajam rapidamente para formalizar sua destituição.

Enquanto isso, a líder da oposição venezuelana María Corina Machado afirmou acreditar que os Estados Unidos instruíram Rodríguez a adotar medidas para uma eventual transferência do poder na Venezuela.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, referiu-se a Corina Machado e afirmou que “seria muito difícil para ela ser líder”, apontando que não contaria com “o apoio nem o respeito do país” para comandar um processo político.

Leia mais: Trump diz que Venezuela comprará ‘apenas’ produtos americanos com receita do petróleo

Antes das ações militares dos EUA, o secretário executivo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), José Manuel Salazar-Xirinachs, afirmou que a economia venezuelana se encontra em “fase de recuperação”, após uma forte contração entre 2013 e 2021.

“Os números recentemente publicados pelo banco central revelam uma aceleração do crescimento do PIB nos primeiros três trimestres de 2025, o que motivou a revisão em alta da projeção para 2025”, disse o secretário executivo.

Para 2025, estimava-se um crescimento de 6,5%, enquanto que para 2026 o crescimento esperado é de 3%.

No entanto Salazar-Xirinachs afirmou que se deve levar em consideração que as atividades não petrolíferas estão sendo afetadas pela desvalorização recente do bolívar e da base monetária.

Isso poderia causar um impacto na evolução da inflação no país e, consequentemente, no poder aquisitivo das pessoas.

A inflação venezuelana disparou à medida que o presidente dos Estados Unidos intensificou sua campanha para isolar financeiramente o governo em 2025.

A taxa de inflação disparou para 556% nos 12 meses até 17 de dezembro, contra 219% no final de junho e 45% em 2024, de acordo com um índice semanal compilado pela Bloomberg News.

Estima-se que 90% dos trabalhadores do setor privado ganhem em dólares, o que os ajuda a manter seu poder aquisitivo.



Bloomberglinea

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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