MRV Incorporação (MRVE3) fecha 4º tri com alta em vendas e geração de caixa ajustada de R$ 102 milhões – Money Times

mrv mrve3

(Foto: Flávya Pereira/Money Times)

A MRV&Co (MRVE3) reportou nesta terça-feira que sua unidade MRV Incorporação teve vendas líquidas de R$ 2,76 bilhões nos últimos três meses do ano passado, alta de 5,9% em relação ao mesmo período de 2024 e expansão de 17,8% no trimestre.

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De acordo com a prévia operacional da construtora, os lançamentos da divisão – que inclui as marcas MRV e Sensia – somaram quase R$ 2,85 bilhões, queda de 3% ano a ano, mas alta de 20,9% frente ao trimestre imediatamente anterior.

O valor médio das vendas ficou em R$ 264 mil, de R$ 254 mil um ano antes e R$267 mil no terceiro trimestre.

Também referindo-se à MRV Incorporação, a companhia afirmou que a geração de caixa ajustada alcançou R$102,3 milhões no quarto trimestre, de R$14,2 milhões no terceiro e R$262,6 milhões um ano antes.

O dado exclui efeitos contábeis de swaps das dívidas para CDI e juros da dívida corporativa captada para amortização do Loan Agreement da MRV US.

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Quando também excluídos os efeitos de cessão de recebíveis, houve geração de caixa de R$174,8 milhões, contra R$1,9 milhão três meses antes. No quarto trimestre de 2024, essa linha ficou negativa em R$ 10,3 milhões.

“É o maior número trimestral nos últimos cinco anos”, afirmou o diretor financeiro da MRV&Co, Ricardo Paixão. “Marca uma inflexão importante da companhia”, acrescentou em entrevista à Reuters.

De acordo com a MRV&Co, o montante represado na Conta Transitória da Caixa Econômica Federal, em função da mudança de critério de pagamento, aumentou em R$104 milhões no último trimestre do ano passado em relação aos três meses anteriores.

A companhia também destacou que a margem bruta atual já garante que a operação gere caixa. “O delta entre o volume de unidades produzidas e repasses influencia fortemente a geração de caixa”, acrescentou em comunicado com os números.

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No quarto trimestre, 9.836 unidades foram produzidas e 9.865 foram repassadas. Em todo o ano, foram 40.128 unidades produzidas e 34.952 repassadas, respectivamente.

Em novembro do ano passado, a MRV&Co disse que não alcançaria projeção sobre a geração de caixa para 2025, tendo em vista o descasamento de unidades entre produção e repasse que impactou na geração de caixa do ano.

No ano, a geração de caixa ajustada da MRV Incorporação somou R$29,8 milhões, ante R$419,1 milhões em 2024. A geração de caixa sem cessão de carteira ficou negativa em R$33,9 milhões, ante resultado negativo de R$775,8 milhões um ano antes.

Vendas engatilhadas

A MRV&Co afirmou que a Resia, que opera nos Estados Unidos, não teve vendas de ativos no quarto trimestre, o que fez com que reportasse um consumo de caixa de US$25,6 milhões no trimestre.

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Paixão destacou, contudo, que já estão “engatilhadas” algumas vendas no primeiro trimestre de 2026.

O executivo acrescentou que a expectativa do grupo para o ano é de que “certamente” ocorra uma reversão importante nessa linha, passando a mostrar geração de caixa contra a queima do ano passado – de US$50 milhões.

“No trimestre também. Nosso primeiro trimestre de 2026 já é um trimestre gerador de caixa”, adiantou.

Do plano de venda de ativos de cerca de US$800 milhões, já foram vendidos US$149 milhões, segundo a MRV&Co.

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Na divisão Urba, as vendas líquidas somaram R$63 milhões no quarto trimestre, queda de 31,8% ano a ano, enquanto a geração de caixa ficou negativa em R$11,7 milhões. Na Luggo, a geração de caixa ficou negativa em R$18 milhões.

Dividendos em 2027

A MRV&Co prevê reportar demonstrações financeiras completas do quarto trimestre em 9 de março e, segundo o Paixão, os números devem mostrar um resultado “bastante em linha” com as previsões da companhia para o período.

O executivo destacou que a última linha do balanço ainda deve vir negativa para o ano de 2025, pressionada pela Resia, mas demonstrou confiança na performance em 2026, bem como no pagamento de dividendos.

“Em 2027, certamente tem pagamento de dividendo baseado no resultado de 2026”, afirmou o executivo.

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Fonte: Money Times

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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