A britânica Arlo Parks acaba de confirmar o lançamento de seu novo álbum, Ambiguous Desire, previsto para o dia 3 de abril, via Transgressive Records. A notícia vem acompanhada do single inédito “2SIDED”, que já estreou como Hottest Record da BBC Radio 1 e oferece o primeiro mergulho no universo sonoro e emocional do disco.
A recepção positiva da crítica internacional reforça o momento especial da artista. Diversas publicações importantes como Vogue, Rolling Stone, The Times, The Guardian, Clash, NME e Dork destacam o novo trabalho como um avanço artístico consistente, apontando Parks como uma das vozes mais relevantes de sua geração, capaz de transformar intimidade, desejo e vulnerabilidade em música pop sofisticada.
Uma nova estética sonora guiada pelo desejo
Em Ambiguous Desire, Arlo Parks se afasta das sessões tradicionais com banda ao vivo e passa a explorar sintetizadores modulares, samplers e ferramentas digitais como o Ableton, traduzindo em som a energia frenética das pistas de dança e da vida noturna. O disco nasce da imersão da artista em ambientes noturnos de Nova York, dialogando com referências como o hedonismo queer do Paradise Garage, a melancolia urbana de The Streets e Burial, a catarse eletrônica do LCD Soundsystem e os grooves house de Theo Parrish.
O resultado é um álbum mais ousado, vibrante e confiante, sem abrir mão do lirismo poético que consagrou Parks desde o início da carreira. O desejo, em todas as suas formas, aparece como força central e motor criativo do projeto.
“Desejo é movimento, é estar vivo”
Ao comentar o processo criativo, Arlo resume o espírito do disco de forma direta e humana. Ela conta que dançou mais do que nunca durante as gravações, fez novas amizades e se perdeu intencionalmente no submundo das noites nova-iorquinas. Para a artista, o desejo não é apenas romântico, mas vital, caótico, iluminador e profundamente humano. Essa ideia atravessa todo o álbum, tanto nas letras quanto nas escolhas sonoras.
“2SIDED”: tensão, coragem e novos começos
O single “2SIDED” funciona como a porta de entrada perfeita para Ambiguous Desire. A faixa fala sobre a tensão de um novo amor e a esperança delicada de que esse sentimento seja correspondido. Sustentada por sintetizadores densos e batidas eletrônicas ágeis, a música equilibra vulnerabilidade e euforia.
O lançamento vem acompanhado de um videoclipe dirigido por Molly Burdett, que traduz visualmente a ideia de conexão por meio do movimento, do ritmo e da emoção. Segundo Arlo, a canção trata do momento exato em que o desejo surge e da coragem necessária para torná-lo real, colocando sentimentos em palavras.
Produção colaborativa e amadurecimento artístico
O álbum foi produzido por Arlo Parks em parceria com Baird, conhecido por trabalhos com Brockhampton e Kevin Abstract. As gravações aconteceram entre a efervescência coletiva da vida noturna de Nova York e períodos mais introspectivos no loft do produtor, no centro da cidade. Essa dualidade se reflete no disco, descrito como o trabalho mais vulnerável, autoafirmativo e eufórico da artista até hoje.
Uma trajetória em ascensão contínua
Desde a estreia com Collapsed in Sunbeams (2021), vencedor do Mercury Prize e certificado Ouro, Arlo Parks acumula indicações ao Grammy, vitória no BRIT Award como Artista Revelação e reconhecimento crescente da crítica e do público. Após My Soft Machine, ela também lançou o livro The Magic Border, reunindo poemas, imagens e letras, reforçando sua identidade como poeta e compositora.
Recentemente, Parks também apareceu como compositora convidada no álbum Cowboy Carter, de Beyoncé, vencedor do Grammy. No palco, já passou por festivais como Glastonbury e Coachella, abriu shows para Billie Eilish e Harry Styles e participou de formatos consagrados como o NPR Tiny Desk, The Late Show with Stephen Colbert e The Tonight Show Starring Jimmy Fallon.
Com Ambiguous Desire, Arlo Parks não apenas amplia seu universo sonoro, como reafirma seu lugar como uma das artistas mais sensíveis, inquietas e relevantes da música contemporânea internacional.
Fonte: Antena 1




