Nelson Tanure. Foto: Divulgação
A Westwing (WEST3) informou ao mercado que a Mastercard Brasil passou a deter 31,87% do seu capital social, o equivalente a 3,54 milhões de ações. O movimento, no entanto, não representa uma entrada estratégica da Mastercard como acionista na companhia e vem após a empresa, mais cedo, ter parado de aceitar compras com cartões ligados ao Will Bank, do Grupo Master.
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O fato relevante não aponta qual foi a origem dos papéis ganhos pela Mastercard. Fonte ouvida pelo Money Times, porém, afirma que a fatia herdada pela empresa é de Nelson Tanure. A WNT e a Trustee, gestoras de recursos ligadas ao empresário, detinham, respectivamente, 39,4% e 5,6% do capital social da Westwing.
Tanure, desde a semana passada, vem sofrendo uma série de reveses: tornou-se alvo da segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades no Banco Master — investigação que levou à apreensão de seu celular pela Polícia Federal —, teve seus bens bloqueados após ser apontado como sócio oculto da instituição financeira e vem se desfazendo de posições em companhias.
De acordo com fontes consultadas pelo jornal Folha de São Paulo, a suspensão do Will Bank pela Mastercard ocorreu após a bandeira de cartão de crédito não ter, justamente, transações financeiras liquidadas na última segunda.
A Mastercard afirmou ao jornal que, assim como os reguladores, está acompanhando de perto as operações do Will Bank há algum tempo para entender como as regras da rede e as leis locais estavam sendo cumpridas, a fim de apoiar os participantes do ecossistema que dependem de seus serviços.
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As ações da Westwing chegam à Mastercard, segundo o documento, em decorrência da execução de uma alienação fiduciária. Na prática, isso significa que esses papéis haviam sido dados como garantia de uma obrigação financeira. Como a obrigação não foi cumprida, o credor executou a garantia e ficou temporariamente com as ações.
A Mastercard esclareceu ainda que não pretende permanecer como acionista da Westwing. Segundo a companhia, as ações serão alienadas conforme a legislação e a regulamentação aplicáveis.
A empresa também informou que não tem intenção de exercer os direitos políticos vinculados a essa participação, como voto em assembleias ou influência em decisões estratégicas.
O fato de um bloco relevante de ações estar destinado à venda pode gerar atenção dos investidores, uma vez que a futura alienação desses papéis pode aumentar a oferta no mercado e pressionar o preço das ações no curto prazo.
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