MEMÓRIA: A grande beleza de Valentino

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Na década de 1960, Roma era o centro da Dolce Vita, onde a vida social se desenrolava entre cafés e estúdios. A cidade se tornou o cenário de Hollywood com a filmagem de “Cleópatra” em Cinecittà.

Durante esse período, Valentino Garavani ganhou notoriedade ao criar um vestido para Elizabeth Taylor, tornando-se o estilista preferido de várias celebridades. Nascido na Lombardia, Valentino estudou em Paris e, ao se estabelecer em Roma, formou uma parceria com Giancarlo Giammetti, que foi crucial para o sucesso da marca.

Juntos, transformaram a Valentino em uma potência global, vendendo a maison em 1998 e passando por várias aquisições ao longo dos anos. Valentino se afastou da criação em 2008, mas nunca deixou Roma.

Após sua morte, seu velório atraiu milhares, e a marca, sob a direção de Alessandro Michele, planeja um desfile em Roma, homenageando a cidade que ele tanto amava.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Itália – Roma, década de 1960. Símbolo da Dolce Vita, uma cidade com muito menos turistas do que hoje (22,9 milhões em 2025), onde a vida social se desenrolava a pé entre cafés, hotéis e ateliês, um ritmo que, em alguma medida, ainda está preservado. Cinema, aristocracia, novos ricos e paparazzi dividiam o mesmo cenário; ruas e restaurantes funcionavam como extensões naturais dos estúdios.

Foi para Roma que Hollywood se deslocou quando as filmagens de Cleópatra, longa dirigido por Joseph L. Mankiewicz, deixaram Londres e desembarcaram na Itália. Problemas técnicos, clima hostil e uma pneumonia da protagonista Elizabeth Taylor (1932‑2011) levaram a produção a se transferir para um lugar mais quente, com estúdios compatíveis com a mega produção. Escolheram Cinecittà, o maior complexo de estúdios da Itália e do mundo, até hoje.

Morando em Roma, a atriz precisava de um vestido para a pré-estreia de Spartacus, de Stanley Kubrick (1928‑1999). Andando pela Via dei Condotti, rua que dá acesso à Piazza di Spagna, a diva entrou na boutique de um jovem estilista, que criou para ela um vestido branco de linhas simples, sem mangas, acinturado e com penas na barra. O nome dele nunca mais foi o mesmo depois que a foto correu o mundo: Valentino Garavani (1932‑2026).

Antes de se tornar o preferido das celebridades como Jackie Kennedy (1929-1994), Sophia Loren, Audrey Hepburn (1929-1993), Julia Roberts, Gwyneth Paltrow e Anne Hathaway, ele já atendia clientes endinheiradas em Roma. Era conhecido por belos vestidos feitos à mão e por não gostar de calças compridas em mulheres. Ele também criou o icônico Rosso Valentino (Vermelho Valentino), cor que se tornaria sua assinatura e símbolo de paixão e feminilidade, presente em todos os seus desfiles.

O italiano percorreu um caminho convencional, com alguns “acasos do destino”, para quem quer criar moda na Itália, onde a roupa não é apenas consumo: é cerimônia, é ritual, está no DNA.

Nasceu na cidade de Voghera, na Lombardia, norte do país. Recebeu incentivo da família e foi estudar em Paris, onde trabalhou com Jean Dessès (1904‑1970) e Guy Laroche (1921‑1988). Aprendeu tudo o que conseguiu. De volta à Itália, aos 28 anos, instalou-se em Roma.

Totalmente ambientado, tomava um café na Via Veneto, que fervia à época, quando avistou um bel ragazzo de 18 anos, o estudante de arquitetura Giancarlo Giammetti, romano, e pediu licença para sentar-se.

Durante a conversa, descobriram uma afinidade inesperada: a língua francesa, que ambos dominavam. “Daqui em diante, se eu te vir de novo, nós falamos francês”, declarou Giammetti, interessado em saber mais sobre o ateliê que o criador pretendia abrir.

Alguns encontros depois, nascia uma parceria afetiva que duraria doze anos, e depois uma sólida amizade que explicaria parte do sucesso da marca: Valentino criava roupas femininas em busca da beleza; Giammetti era a cabeça da estrutura do negócio.

Valentino nasceu na cidade de Voghera, na Lombardia, norte do país e se formou em moda em Paris, onde trabalhou com Jean Dessès (1904‑1970) e Guy Laroche (1921‑1988)

Valentino e Giancarlo Giammetti, parceria que foi essencial para o sucesso da marca de luxo

Vestido desenhado por Valentino para a atriz Elizabeth Taylor. Modelo colocou seu nome no mercado de moda mundial

Aos poucos, Valentino se tornou a marca preferida das celebridades, como Audrey Hepburn

A ex-primeira dama dos Estados Unidos, Jacqueline Kennedy Onassis, escolheu o estilista para desenhar seu vestido de casamento

A Ubermodel brasileira Gisele Bündchen foi uma das grandes amantes da Valentino, utilizando suas peças em diversas campanhas

Valentino foi responsável por criar o icônico Rosso Valentino (Vermelho Valentino), cor que se tornaria sua assinatura e símbolo de paixão e feminilidade

Emocionado, Giammetti declarou durante o velório com 10 mil pessoas: “Não esperava tanto amor”

Mantiveram residências ricamente decoradas com obras de arte e móveis de design em Capri, Paris, Nova York e Roma, na Via Appia Antica, uma das ruas mais antigas da cidade, onde o estilista faleceu dormindo, de causa não informada.

Apesar de ser menos conhecido do que o nome que estampava os vestidos nas capas de revistas, Giammetti foi fundamental na transformação da Valentino em uma potência global de moda.

“O empresário criou a estratégia comercial e de expansão da marca, inclusive no uso de licenças para perfumes, acessórios e produtos, que multiplicaram o alcance do negócio. Esse modelo foi uma das bases financeiras que permitiram crescimento contínuo ao longo das décadas”, afirma Mauro Fanfoni, jornalista italiano especializado em moda.

O ponto de mudança veio em 1998, quando a dupla vendeu a maison que construíram por quase quarenta anos à holding italiana HdP por cerca de US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 1,59 bilhão), transformando-a de empresa familiar em ativo de luxo.

Em 2002, a marca foi adquirida pelo grupo Marzotto por cerca de US$ 210 milhões (cerca de R$ 1,11 bilhão), e seu controle acionário continuou mudando ao longo do tempo. Em 2012, migrou para o fundo Mayhoola for Investments, ligado à família real do Qatar, em negócio avaliado em centenas de milhões de euros (R$ 1,2 bilhão). Mais recentemente, em 2023, o grupo francês Kering comprou 30% da marca por cerca de € 1,7 bilhão (R$ 9,9 bilhões), com opção de adquirir o restante até o final da década.

Valentino se afastou da criação da maison em 2008, após quase 48 anos à frente da marca, encerrando uma época de ouro da criação autoral na moda, antes da chegada de grandes conglomerados. Sempre usou ternos muito bem cortados e era dono de um senso de estética apuradíssimo.

Nunca abandonou Roma, Caput Mundi (capital do mundo, em latim). A poucos metros do endereço original de seu primeiro ateliê, na Piazza Mignanelli, está o quartel-general da marca no edifício histórico Palazzo Gabrielli-Mignanelli e a Fundação Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti, criada em 2016.

Ligada a ela, a galeria PM23, que hospeda exposições de arte contemporânea desde 2025, atualmente com a mostra Venus, da artista portuguesa Joana Vasconcelos. Um presente que a dupla ofereceu à cidade. Foi ali que ocorreu o velório do estilista, ornamentado com centenas de flores brancas, e foi visitado por 10 mil pessoas, em dois dias de filas.

Emocionado, Giammetti declarou: “Não esperava tanto amor”. O funeral aconteceu na Basílica de Santa Maria dos Anjos e dos Mártires, construída dentro das antigas Termas de Diocleciano e projetada por Michelangelo no século 16. Em seguida, foi sepultado no Cemitério Flaminio.

Em breve, sob a direção criativa de Alessandro Michele, o próximo desfile da marca será realizado em Roma, e não em Paris, no que promete ser uma grande homenagem. “Aqui, basta levantar a cabeça para ver algo belo”, disse Valentino em uma de suas inúmeras declarações de amor à cidade que segue celebrando seu último imperador.

Fonte: Neo Feed

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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