Se você quer pensar como um bilionário, talvez seja melhor parar de rolar o feed do TikTok e pegar um livro. Para o investidor de venture capital Marc Andreessen, isso não é apenas um hábito — é a forma como ele dá sentido ao mundo — e isso remodela continuamente seu modo de pensar sobre negócios.
“Sempre fui assim, leio basicamente em todo minuto livre que tenho”, disse Andreessen ao podcast How I Write em 2023.
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O bilionário costumava reservar duas horas de leitura na maioria dos dias úteis, de acordo com uma versão detalhada de sua agenda semanal publicada em 2020. No entanto, com o mundo dos negócios cada vez mais pressionado, ele aumentou a ingestão de conhecimento — algo viabilizado pelo “maior salto tecnológico isolado” de sua vida: os AirPods.
Andreessen agora passa de duas a três horas por dia grudado em audiolivros — geralmente alternando entre história, biografia e materiais de novas áreas de interesse, como inteligência artificial. No conjunto, essa prática equivale a quase um dia inteiro de 24 horas dedicado ao aprendizado a cada semana.
Pesquisas sugerem que os ouvintes retêm aproximadamente a mesma quantidade de informação em audiolivros quanto na leitura de texto, o que torna a mudança de formato de Andreessen menos um prejuízo e mais uma otimização.
“Se não está acontecendo mais nada, estou sempre ouvindo alguma coisa”, acrescentou Andreessen.
Andreessen não respondeu ao pedido da Fortune para comentários adicionais.
Mark Cuban e Bill Gates concordam: a leitura leva ao sucesso
A abordagem de Andreessen está longe de ser incomum entre os ultrarricos. A leitura aparece como o comportamento mais frequentemente citado associado ao sucesso de longo prazo, segundo um relatório do JPMorgan que pesquisou mais de 100 bilionários com patrimônio líquido combinado superior a US$ 500 bilhões.
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Bill Gates, por exemplo, há muito tempo defende a leitura — costuma terminar 50 livros por ano e divulgar listas anuais para incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo.
“A leitura alimenta um senso de curiosidade sobre o mundo, que acho que ajudou a me impulsionar na carreira e no trabalho que faço hoje com a minha fundação”, disse ele à revista Time em 2017.
O ex-astro do Shark Tank Mark Cuban também citou a leitura como um hábito fundamental que o ajudou a se diferenciar — e a colocá-lo no caminho para se tornar bilionário.
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“Leio mais de três horas quase todos os dias”, escreveu Cuban em seu blog em 2011.
“Tudo o que eu lia era público”, acrescentou o agora septuagenário. “Qualquer pessoa podia comprar os mesmos livros e revistas. A mesma informação estava disponível para quem quisesse. Acontece que a maioria das pessoas não queria.”
A leitura, de modo geral, continua sendo um pilar do pensamento refinado e da comunicação — habilidades cada vez mais críticas para líderes empresariais, segundo Brooke Vuckovic, professora da Kellogg School of Management da Northwestern.
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“Ler ficção longa, biografia e história exige atenção focada, tolerância à ambiguidade e a perguntas sem resposta ou nuances ainda não reveladas em personagens e situações, além da disposição de ter nossas ideias pré-concebidas questionadas”, disse Vuckovic anteriormente à Fortune. “Todas essas qualidades são requisitos de uma liderança forte, [e] estão cada vez mais escassas.”
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Fonte: Info Money




