De uns anos para cá, a gastronomia vem ocupando um papel cada vez mais amplo na sociedade. Assim, para além da cozinha, tornou-se uma arte e ofício que consegue conectar necessidade, cultura, memória, convivência, hospitalidade, assim como também pode ser trabalhada como uma ferramenta de transformação social.
Nesse cenário, iniciativas que estimulam reflexão, troca de conhecimento e encontros entre profissionais e interessados no universo da alimentação fora do lar ajudam a ampliar esse debate dentro e fora do setor, como é o caso do COZINHA ENCONTRO: um projeto criado para transformar a gastronomia em espaço de debate cultural e social.
Idealizado por Márcio Lazaro, Jornalista e Produtor, o projeto nasceu com a proposta de promover debates que conectam alimentação, convivência e impacto social por meio de encontros presenciais sobre cultura gastronômica. “É uma iniciativa de debates sobre a cultura da gastronomia, cultivando as importantes ferramentas que a culinária pode propor no sentido cultural, alimentar e socialmente, o que fomenta o encontro presencial como principal mote das atividades”, explica em entrevista exclusiva à Rede Food Service.
De acordo com Lazaro, o COZINHA ENCONTRO é também um desdobramento de outras plataformas de encontros criadas por ele ao longo dos anos. “Surgiu em 2019/2020, sendo um time de encontros que começou com o Fut-Encontro em 2012, Cine-Encontro e Música-Encontro, criados em 2018, quando existia a necessidade de se relacionar com esse mercado altamente em crescimento”, destaca.
GASTRONOMIA COMO ESPAÇO DE TROCA CONSTRUTIVA
Desde a sua criação, ao todo, já foram realizadas quinze edições do COZINHA ENCONTRO, sendo que cada uma aconteceu em um diferente espaço ligado à gastronomia e ao entretenimento da cidade de São Paulo, capital.
Assim, restaurantes, escolas e até ambientes culturais públicos já foram palco para os encontros. E, entre os locais de destaque que já receberam o projeto, estão Les 3 Brasseurs, The Fifties e IG Gastronomia Mooca.
Ao longo das edições, diversos temas foram abordados, sempre conectados ao universo gastronômico e às experiências culturais relacionadas à comida, como o mundo dos hambúrgueres, o mundo dos temperos, comida acompanhada de cerveja, o mundo das pimentas, comida de bar e por aí vai.
Vale realçar que tais encontros também já contaram com a participação de nomes conhecidos da gastronomia brasileira, como Raul Lemos, Vivi Araujo, Laura Miranda e Paulinha Carvalho, o que ampliou o diálogo entre profissionais da área e consumidores e, conforme Lazaro, vai ao encontro da proposta do COZINHA ENCONTRO de criar um ambiente de conversa aberta e horizontal entre convidados e público. “Em uma relação horizontal, os convidados exploram a sua relação com os outros convidados e as pessoas. Já o público compartilha dúvidas, possibilidades trazidas e o espaço é terreno fértil dessa conexão”, enfatiza.
ALIMENTAÇÃO COMO CONEXÃO SOCIAL
Além de promover debates sobre o mercado gastronômico em si, também faz parte do projeto COZINHA ENCONTRO a propagação de reflexões sobre responsabilidade social e sobre o papel da alimentação na construção de relações entre pessoas e comunidades. “Por meio desse projeto, ainda fazemos atividades esporádicas pensando em datas, comemorações e oportunidades de espaços e as suas contratações mediante demandas”, acrescenta Lazaro.

Para ele e a sua vivência, as iniciativas ligadas à gastronomia podem gerar impactos positivos tanto no campo cultural, quanto nas relações sociais e empresariais. Dessa forma, ele fomenta que “a relação que as empresas podem ter por meio do COZINHA ENCONTRO é se envolverem com a participação de grandes nomes devido às excelentes relações que temos; fomentarem atividades off line cada vez mais necessárias em um mundo cada vez mais digital e ansioso; e utilizarem espaços como shoppings e escolas nas nossas atividades, bem como fazer colabs nas redes sociais. São várias as possibilidades de criação de conteúdo devido às essas conexões que são propostas”, convida.
Nesse sentido, conforme Lazaro, a comida aparece como um elemento naturalmente agregador. “O segredo é explorar o quanto a comida alimenta relações. A alimentação é uma grande rede social e qualquer ser humano se relaciona com alimentação, tendo gostos, referências ancestrais simples e sofisticadas de culinária, prato predileto, salgado ou doce, o que melhor sabe fazer, o que não gosta e o que quer conhecer e apreciar”, reflete.
Quem leu a matéria da Rede Food Service, também gostou: EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NO FOOD SERVICE: saiba como reduzir custos, aumentar a rentabilidade e tornar o negócio mais sustentável
APOIO E PARCERIAS QUE SOMAM
Para organizar e estruturar as edições do COZINHA ENCONTRO, Lazaro também conta com o apoio de parceiros (as) que reconhecem o potencial da gastronomia como espaço de diálogo e construção coletiva. Inclusive, vale ressaltar que uma das edições do projeto contou com o patrocínio da Rede Food Service.

Para Lazaro, o apoio da RFS por meio dos seus diretores Reynaldo Zani e Janes Fabrício foi muito importante para fortalecer a proposta do encontro em questão. “Teve grande importância de escuta ao nosso projeto e do entendimento de que a culinária é uma possibilidade enorme e gigante de buscarmos construções tanto econômicas, quando de relacionamento social”, pontua.
Zani, por sua vez, partilha que apoiar iniciativas como a do COZINHA ENCONTRO contribui para fortalecer o ecossistema da gastronomia como um todo, o que é uma das missões da RFS. “Nós acreditamos que projetos que promovem diálogo e troca de conhecimento ajudam a valorizar a gastronomia como cultura e também como atividade econômica relevante para o país”, afirma.
Já Janes Fabrício enfatiza que projetos desse tipo do COZINHA ENCONTRO ampliam a conexão entre profissionais, empresas e público. “A gastronomia tem um enorme poder de reunir pessoas e estimular novas ideias. Incentivar encontros e conversas sobre o setor é uma forma de fortalecer o desenvolvimento do food service”, alega.
O FUTURO DO COZINHA ENCONTRO
Atualmente, o COZINHA ENCONTRO conta com uma equipe de produção formada por três pessoas, enquanto cada mesa de debate reúne entre quatro e seis convidados.
Mas, para este ano de 2026, Lazaro adianta que os planos são de ampliar a equipe e a frequência das atividades, bem como consolidar o projeto como um espaço permanente de debate sobre gastronomia. “O plano é ter um patrocínio para uma atividade mensal, atuando em um lugar público e convidando nomes referentes”, planeja.
Quem leu a matéria da Rede Food Service, também gostou:





