Secretário do Tesouro norte-americano se reunirá com representante chinês em Paris no domingo (15.mar) para discutir tarifas
A China e os Estados Unidos vão realizar mais uma rodada de negociações sobre tarifas comerciais no final de semana. O governo norte-americano informou na 5ª feira (12.mar.2026) que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, se encontrará com o vice-premier He Lifeng –representante chinês responsável pelas tratativas com os EUA– em Paris no domingo (15.mar). A reunião será concluída na 2ª feira (16.mar). Eis a íntegra do comunicado (PDF – 49 kB, em inglês).
Essa deve ser a última reunião entre os 2 representantes comerciais antes do encontro entre os presidentes Donald Trump (Partido Republicano) e Xi Jinping (Partido Comunista da China), marcada para o final de março. A Casa Branca informou que o republicano chegará a Pequim em 31 de março e retornará em 2 de abril. A visita será limitada à capital chinesa. O governo chinês ainda não confirmou a data, mas é de praxe que o anúncio seja feito próximo à data combinada.
Essa será a 6ª reunião entre os representantes comerciais dos 2 países. A última vez que se reuniram foi em outubro do ano passado, antes do encontro entre Trump e Xi na Coreia do Sul. O acordo em vigor entre as duas maiores potências do mundo já reduziu drasticamente as tarifas entre os países. No auge da disputa, as taxas chegaram a superar 100% de ambos os lados.
Atualmente, os EUA mantêm uma taxação de cerca de 30% sobre a China e os chineses de 20% sobre os norte-americanos. São várias as tarifas aplicadas entre os 2 países e afetam em níveis diferentes mais de uma centena de produtos.
A confirmação da viagem de Trump à Pequim foi feita em fevereiro, no mesmo dia em que a Suprema Corte dos EUA decidiu pela ilegalidade do tarifaço global do republicano. Além das tarifas, a expectativa é que os líderes conversem sobre o conflito no Irã. A guerra dos EUA e de Israel contra o país persa já dura duas semanas e o bloqueio do estreito de Ormuz tem provocado uma série de consequências para a economia global como o encarecimento do petróleo e do gás natural.
A viagem de 3 dias Trump será a 1ª visita oficial de um presidente norte-americano à China desde 2017, há mais de 8 anos. Em declarações à imprensa, Trump tem valorizado sua relação com a China e seu “bom relacionamento” com Xi Jinping.
Fonte: Poder 360




