O Banco Central informou que há R$ 10,49 bilhões disponíveis para resgate no Sistema de Valores a Receber (SVR). Os dados consideram valores contabilizados até janeiro de 2026.
Do total, R$ 8,1 bilhões pertencem a 49,5 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 2,39 bilhões estão vinculados a aproximadamente 5 milhões de empresas. Os recursos incluem valores esquecidos em contas antigas, tarifas cobradas indevidamente e saldos residuais.
Desde a criação do sistema, já foram devolvidos R$ 13,75 bilhões. A maior parte dos valores disponíveis atualmente é de pequeno valor, o que explica a grande quantidade de beneficiários.
Como funciona o SVR
O Sistema de Valores a Receber foi criado pelo Banco Central para permitir que pessoas físicas e empresas consultem e solicitem recursos esquecidos em instituições financeiras.
Os valores podem ter diferentes origens, como contas encerradas com saldo, cobranças indevidas ou cotas de consórcios não resgatadas. Bancos concentram a maior parte dos recursos, seguidos por consórcios, cooperativas e instituições de pagamento.
A consulta é gratuita e deve ser feita exclusivamente pelo site oficial do sistema. O Banco Central reforça que não envia links nem solicita dados por mensagens ou ligações.
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Como consultar e pedir o resgate
A consulta deve ser feita no site do Sistema de Valores a Receber. Após verificar se há valores disponíveis, é necessário acessar novamente o sistema na data indicada para solicitar o resgate.
O procedimento inclui:
- Login com conta gov.br nível prata ou ouro
- Leitura e aceite do termo de responsabilidade
- Verificação do valor, da instituição e da origem do recurso
Escolha da forma de resgate
Quando disponível, a opção “Solicitar por aqui” permite receber o valor via Pix em até 12 dias úteis. Caso contrário, é necessário entrar em contato diretamente com a instituição financeira.
Para valores de pessoas falecidas, a consulta pode ser feita por herdeiros, inventariantes ou representantes legais, mediante preenchimento de termo específico.
Valores são, em geral, baixos
De acordo com o Banco Central, 64,94% dos valores disponíveis são de até R$ 10. Já os valores acima de R$ 1 mil representam apenas 1,87% do total.
Esse perfil ajuda a explicar o volume elevado de pessoas com algum valor a receber. Em muitos casos, tratam-se de quantias residuais que permaneceram vinculadas a contas antigas.
Resgate automático passou a ser opção
Desde maio do ano passado, o Banco Central permite habilitar a solicitação automática de resgate. A funcionalidade é opcional e voltada para pessoas físicas.
Com a adesão, não é necessário consultar o sistema periodicamente. Quando houver valores disponíveis, o crédito é feito diretamente pela instituição financeira.
Para ativar o serviço, é preciso ter conta gov.br nível prata ou ouro, verificação em duas etapas e chave Pix vinculada ao CPF.
Não há prazo para retirada
O Ministério da Fazenda informou que não há prazo limite para solicitar os valores. A informação corrige orientações iniciais sobre datas de resgate.
Apesar disso, o Banco Central mantém a recomendação de consulta periódica ao sistema, especialmente para quem ainda não verificou a existência de valores.
Segurança e alerta contra golpes
O acesso ao sistema exige autenticação em duas etapas, implementada para reforçar a segurança. O login é feito com CPF e senha da conta gov.br, seguido de um código gerado no aplicativo.
O Banco Central alerta que não entra em contato com cidadãos para tratar de valores a receber. Qualquer abordagem desse tipo deve ser desconsiderada.
A orientação é utilizar apenas o site oficial do sistema para consulta e solicitação dos recursos.
Fonte: Só Notícia Boa




