Alpargatas decide não comprar restante das ações da Rothy’s

Dona da Havaianas, a Alpargatas informou nesta quinta-feira (6) que decidiu não exercer a opção de compra para adquirir o controle da Rothy’s, uma marca nativa digital de calçados sustentáveis, feitos a partir de garrafas de água recicladas.

No fim de 2021, a fabricante brasileira pagou US$ 475 milhões, ou R$ 2,7 bilhões na conversão da época, para deter 49,9% da marca californiana.

Apesar de não adquirir as ações restantes, a Alpargatas continua como acionista relevante da Rothy’s e “pretende colaborar ativamente no desenvolvimento dos objetivos e planos estratégicos da empresa por meio de seus representantes no conselho de administração da mesma”.

A marca nunca foi trazida ao Brasil e chegou a pesar nos negócios da Alpargatas ao longo dos trimestres seguintes. O plano da empresa à época da aquisição era de que a Rothy’s ajudasse na internacionalização do negócio da Havaianas, em especial na China, onde a marca americana tinha fábrica.

O impacto nos negócios

Mesmo em um terceiro trimestre sazonalmente menos relevante, houve avanços importantes na Rothy’s. A receita cresceu 15%, impulsionada pela abertura de novas lojas e pela expansão da distribuição para além do canal próprio e do e-commerce, com a entrada em vendas para outras empresas (B2B).

A margem bruta sofreu impacto de 2 pontos percentuais pelo aumento das tarifas sobre produtos vindos da China, mas ganhos de eficiência fabril e a queda nos custos de frete e distribuição ajudaram a preservar a rentabilidade: a margem ficou em 62%, apenas 1 ponto percentual abaixo do terceiro trimestre de 2024 e em linha com os níveis históricos da operação.

Além disso, a disciplina na gestão de despesas sustentou a melhora do EBITDA ajustado em base dos últimos 12 meses, que alcançou US$ 25 milhões, marcando doze trimestres consecutivos de crescimento.

O trimestre também foi marcado pela melhora operacional de Havaianas no Brasil e nas operações internacionais. A Alpargatas elevou sua receita líquida consolidada para cerca de R$ 1,12 bilhão, alta de 7,5% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto o lucro líquido avançou para R$ 171 milhões, quase três vezes os R$ 57 milhões de um ano antes.

No Brasil, a operação de Havaianas registrou crescimento de 6,9% na receita, para R$ 872 milhões, com um mix melhor de canais e produtos compensando a queda de 3,1% no volume, que foi a 51,6 milhões de pares. Já no mercado internacional, houve avanço simultâneo de escala e faturamento: o volume de vendas cresceu 7%, para 4,9 milhões de pares, e a receita líquida aumentou 9%, chegando a R$ 230 milhões no trimestre.

Fonte: Invest News

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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