ANS abre consulta pública para avaliar novo tratamento para mielofibrose com anemia

A doença é um tipo raro de câncer no sangue. Toda sociedade pode participar da consulta pública até 24 de novembro.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abriu uma consulta pública1 que pode marcar um avanço importante para a vida de pacientes com mielofibrose – um tipo de câncer sanguíneo raro e que tem a anemia como uma das complicações mais desafiadoras para seus pacientes4–6, 9–11, 13.

O objetivo desse processo é avaliar a incorporação de uma nova terapia no rol de procedimentos obrigatórios oferecidos por planos de saúde. A aprovação é a chance dos pacientes brasileiros de terem acesso ao primeiro e único medicamento aprovado no país para tratar especificamente a mielofibrose com anemia associada2,3,7,8.

As Consultas Públicas (CPs) são uma ferramenta de participação social muito importante porque são um caminho para ajudar a entender a opinião da população sobre um tema específico. Ou seja, as CPs são uma ótima oportunidade de qualquer pessoa exercer sua cidadania.

Um olhar mais aprofundado sobre a mielofibrose

A mielofibrose é um câncer hematológico raro que atinge a medula óssea e afeta principalmente indivíduos com 65 anos ou mais. É uma doença que costuma ser diagnosticada em estágios intermediários ou de alto risco4,5,9-11.

Ela é caracterizada pela proliferação anormal das células-tronco da medula óssea. Essa desordem, frequentemente associada a mutações nos genes JAK2, CALR ou MPL, leva à substituição do tecido saudável por fibras de colágeno – um processo conhecido como fibrose medular4,11.

Com o passar do tempo, essa fibrose prejudica a produção normal de células sanguíneas, provocando sintomas como fadiga intensa, febre, dor óssea, sudorese noturna e aumento do baço (esplenomegalia)9,10,13.

A anemia como desafio central

Dentro de todas as manifestações da mielofibrose, a que mais merece destaque é a anemia. Cerca de 44% dos pacientes já estão anêmicos no momento do diagnóstico e a maioria desenvolve anemia ao longo da evolução da doença4,6,13.

Segundo o Dr. Renato Tavares, professor adjunto de Hematologia da Faculdade de Medicina da UFG, “essa condição agrava a sintomatologia dos pacientes, que envolve fadiga intensa, fraqueza, falta de ar e comprometimento da qualidade de vida.”

Em casos ainda mais graves, há necessidade de transfusões sanguíneas periódicas – ou seja, mais chances de complicações, mais idas ao hospital, limitações na rotina e um impacto emocional que atinge toda a família do paciente4-6,13.

É diante desse contexto que se faz necessário o desenvolvimento de terapias capazes de atuar simultaneamente sobre os sintomas e sobre o quadro de anemia7,8,12 – essa busca representa um avanço essencial na jornada de cuidado com a mielofibrose.

Um novo horizonte terapêutico

Atualmente, os planos de saúde no Brasil oferecem opções de tratamentos voltados para redução do volume do baço e alívio dos sintomas constitucionais dos pacientes com mielofibrose. Esse tratamento envolve medicamentos com inibidores de JAK e outros fármacos, que não atendem plenamente todos os perfis de pacientes, principalmente aqueles que possuem anemia associada à mielofibrose4-6,13.

Essa condição é reforçada pelo Dr. Renato Tavares: “A redução da anemia e, principalmente, da necessidade de transfusões, são uma necessidade médica ainda pouco atendida.”

Uma nova medicação recentemente aprovada pela ANVISA éo primeiro e único tratamento aprovado no Brasil especificamente para pacientes adultos com mielofibrose de risco intermediário ou alto com anemia – incluindo mielofibrose primária ou secundária (pós-policitemia vera e pós-trombocitemia essencial)2,3.

“A terapia representa um avanço importante, pois oferece uma nova possibilidade de manejo para pacientes que convivem com a anemia associada à mielofibrose”, complementa o Dr. Renato Tavares.

Consulta Pública: ciência e sociedade caminhando juntas


As consultas públicas permitem que diferentes vozes – sejam de pacientes, familiares, médicos e profissionais de saúde – contribuam com percepções reais sobre o impacto da doença e a relevância do acesso a terapias inovadoras.

Por isso, a participação de toda a sociedade é fundamental para ajudar os órgãos de saúde a definirem a possível inclusão de mais uma opção de tratamento da mielofibrose.

Participar é simples e pode fazer a diferença.

  1. Acesse o site da ANS:
  2. Leia o relatório técnico COSAÚDE e os documentos de apoio para compreender as evidências de momelotinibe que foram analisadas.
  3. Envie sua contribuição na página da consulta pública nº 163 – basta preencher os dados, selecionar o tipo de participante e registrar sua justificativa.
  4. A Consulta Pública está aberta até o dia 24 de novembro de 2025, através do link:

Sobre a GSK

A GSK é uma biofarmacêutica multinacional, presente em mais de 75 países, que tem como propósito unir ciência, tecnologia e talento para vencer as doenças e impactar a saúde global. A companhia pesquisa, desenvolve e fabrica vacinas e medicamentos especializados nas áreas de Doenças Infecciosas, HIV, Oncologia e Respiratória/Imunologia. No Brasil, a GSK é líder nas áreas de HIV e Respiratória e uma das empresas líderes em Vacinas. Para mais informações, visite www.gsk.com.br.

Material dirigido ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.

NP-BR-MML-BRF-250004 / Novembro de 2025

Referências

  1. Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Consulta Pública nº 163/2025. Disponível em:
  2. OJJAARA (momelotinibe). Bula do produto.
  3. DOU, Brasília, DF, 10 de março de 2025, Seção 1, p.91.
  4. Scherber RM, Mesa RA. Blood Rev. 2020 Jul;42:100716.
  5. Nicolosi M, Mudireddy M, Lasho TL, et al. Leukemia. 2018 May;32(5):1254–1258.
  6. Mead AJ, Butt NM, Nagi W, et al. Ther Adv Hematol. 2022 Mar 28;13:20406207221084487.
  7. Verstovsek S, Gerds AT, Vannucchi AM, et al. MOMENTUM Study. Lancet. 2023 Jan 28;401(10373):269–280.
  8. Mesa RA, Kiladjian JJ, Catalano JV, et al. SIMPLIFY-1 Study. J Clin Oncol. 2017 Dec 1;35(34):3844–3850.
  9. Mughal TI, Vaddi K, Sarlis NJ, Verstovsek S. Int J Gen Med. 2014 Jan 29;7:89–101.
  10. Mitra D, Kaye JA, Piecoro LT, et al. Cancer Med. 2013 Dec;2(6):889–98.
  11. Shallis RM, Zeidan AM, Wang R, Podoltsev NA. Hematol Oncol Clin North Am. 2021 Apr;35(2):177–189.
  12. Mesa R, Harrison C, Oh ST, et al. Leukemia. 2022 Sep;36(9):2261–2268.
  13. Naymagon L, Mascarenhas J. Hemasphere. 2017 Dec 20;1(1):e1.

Fonte: Saúde Business

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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