Quem conseguiu crescer?
Na contramão das dificuldades financeiras, o setor imobiliário emergiu como um dos grandes destaques de receita, impulsionado especificamente pelas construtoras de baixa renda.
Beneficiadas pelas condições favoráveis do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), as companhias registraram fortes vendas e lançamentos, o que se traduziu em um salto de 23% na receita líquida agregada do segmento na comparação anual.
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Dentro deste grupo, a disputa por crescimento foi acirrada, mas a Cury (CURY3) liderou o desempenho com um avanço de 34% em sua receita líquida frente ao ano anterior.
A Direcional (DIRR3) veio logo em seguida, reportando crescimento de 27%, enquanto a Tenda (TEND3) também mostrou força com uma expansão de 24%.
Para os analistas, o desempenho satisfatório das incorporadoras confirma a resiliência do segmento de habitação popular.
Quem mais venceu e quem perdeu
Além da construção civil, o setor de alimentos foi fundamental para sustentar os números da bolsa, sendo o maior contribuinte para o crescimento da receita total (+R$ 21,2 bilhões), com a JBS (JBSS32) apoiada por preços e volumes maiores em proteínas, segundo o BTG.
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Já no setor de aluguel de carros, empresas como Movida (MOVI3) e Localiza (RENT3) conseguiram expandir seu Ebitda em 19% e 7%, respectivamente, por meio de movimentos de reprecificação de tarifas para recompor margens.
Outro contraponto positivo veio do setor de mineração e siderurgia (excluindo a Vale). O segmento foi o principal responsável por segurar a queda geral dos lucros da bolsa, registrando um salto de 92% na última linha do balanço (+R$ 1 bilhão).
O desempenho foi impulsionado pelos números fortes da CSN (CSNA3) e da CSN Mineração (CMIN3), além da Aura Minerals (AURA33), que surfou a alta do ouro.
Segundo o BTG, além da operação, essas companhias foram beneficiadas pela valorização do real no período, que aliviou o peso das dívidas dolarizadas.
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No varejo, o trimestre ficou ligeiramente abaixo das expectativas, refletindo um cenário de consumo ainda desafiador. Mesmo assim, a receita consolidada das varejistas cresceu 5% na base anual.
O banco destaca as líderes de nicho: a RD Saúde (RADL3) e a Smart Fit (SMFT3), que conseguiram entregar expansão de receita de 13% e 28%, respectivamente, ignorando as dificuldades macroeconômicas.
Por outro lado, o agronegócio foi o grande detrator de receitas da temporada, encolhendo R$ 10,6 bilhões (-13%) em relação ao ano anterior. Já na análise do lucro líquido, o setor de Serviços Básicos (Utilities) e o de Bancos puxaram o resultado para baixo.
No caso dos bancos, apesar do resultado sólido do Itaú (ITUB4), o desempenho agregado foi prejudicado pelo Banco do Brasil (BBAS3), que viu seu lucro cair mais de 60% na comparação anual.
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Já em Utilities, Sabesp e Cemig tiveram quedas expressivas de 80% e 76% no lucro, afetadas por bases de comparação difíceis devido a eventos pontuais de 2024.




