Falta de alimento e energia: Brasil lista fragilidades climáticas em estudo

Um plano inédito que aponta os riscos e pontos de vulnerabilidade das principais questões de adaptação climática, será lançado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, nesta sexta-feira (21), no pavilhão do Brasil na COP30, em Belém (PA). O documento lista problemas que o Brasil pode enfrentar, como escassez de alimento e falta de energia.

O “Caderno de sínteses técnico-científicas sobre impactos, vulnerabilidade e adaptação no Brasil para o Plano Clima Adaptação” é desenvolvido pela equipe técnica do Ciência & Clima, projeto de cooperação técnica internacional, executado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com apoio da ONU.

“Impactos observados correspondem à materialização do risco no período passado, ou seja, são definidos como as consequências da mudança do clima nos sistemas naturais e humanos”, esclarece trecho do estudo.

Cada tema do documento é separado em três tópicos: Impactos observados, Riscos e vulnerabilidades e Adaptação. As informações  foram utilizadas na elaboração da estratégia nacional e dos planos setoriais que terão vigência até 2035. 

 

Veja a previsão de riscos climáticos que o Brasil pode enfrentar no futuro

O principal risco para o setor é a redução drástica da produtividade agrícola, projetada para 2050 em culturas essenciais, como quedas na soja (79,6%), milho (51%) e trigo (46,2%). As vulnerabilidades são potencializadas pela baixa capacidade adaptativa da agricultura familiar. As perdas devem resultar em uma elevação nos preços de alimentos básicos.

O sistema elétrico brasileiro apresenta alto risco de indisponibilidade de energia em todas as regiões em cenários futuros, com destaque para Centro-Oeste, Sudeste e os estados do Acre e Roraima. Este risco ocorre principalmente pelo aumento da demanda por eletricidade para condicionamento térmico em resposta às temperaturas mais altas. 

Entre os principais pontos, estão as alterações nos padrões de precipitação, a crescente demanda por água em áreas agrícolas, o aumento do desmatamento e a baixa taxa de coleta e tratamento de esgotamento sanitário. As regiões mais críticas para o risco de escassez hídrica no clima atual são o semiárido nordestino e o sul do Rio Grande do Sul. O risco de cheias é maior no Norte, Nordeste, grandes cidades e faixa litorânea.. A condição pode intensificar os conflitos de uso múltiplo da água no Brasil.

A baixa capacidade adaptativa é a principal vulnerabilidade observada, concentrada no Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Tal risco está atrelado à insuficiência de recursos humanos e orçamentários, falta de instrumentos de planejamento e deficiências na capacidade coordenada de resposta. Os baixos níveis de educação formal e baixa renda demonstram uma injustiça socioambiental.

O risco para a disponibilidade de alimentos devido à seca é muito alto no semiárido e tende a se intensificar e expandir para todas as regiões brasileiras nas projeções de 2030 e 2050. As perspectivas são mais graves entre os produtores, devido à ausência de práticas agrícolas sustentáveis e ao baixo potencial de intensificação da produção.

No espaço entre 1991 e 2023, segundo o Atlas Digital de Desastres, 91% dos prejuízos públicos observados decorrem de eventos hidrológicos, como alagamentos, inundações e deslizamento, totalizando um prejuízo de R$ 16 bilhões. O transporte rodoviário apresenta os maiores riscos de deslizamento em rodovias nas regiões Sul e Sudeste (Serra do Mar e Serra Geral) e no litoral Nordeste, enquanto as altas temperaturas representam um risco médio ou alto generalizado em todas as regiões.

A Zona Costeira e o Oceano enfrentam riscos crescentes devido à intensificação da elevação do nível do mar, aumento da temperatura da água e maior frequência de eventos extremos. A erosão costeira (desgaste natural do solo) é um risco proeminente, afetando 60% a 65% da linha de costa nas regiões Norte e parte do Nordeste.

*Sob supervisão de Thiago Félix 

Fonte: CNN Brasil

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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