‘O Sobrevivente’ derrapa ao privilegiar ação à reflexão

Ben Richards (Powell), desempregado e com a filha doente, inscreve-se, é selecionado a dedo pelo produtor Dan Killian (Josh Brolin) e vendido como ameaça pública no programa apresentado por Bobby T (Colman Domingo). De volta às ruas, Ben é caçado por profissionais e tem cada passo vigiado pela mídia, cruzando o país (com uma parada em Derry, veja só…) para sobreviver. Em meio às cenas de ação, “O Sobrevivente” procura questionar o frenesi hipnótico que a mídia desperta no público e os limites – éticos e morais – do entretenimento.

Glen Powell em ‘O Sobrevivente’ Imagem: Paramount

Se o assunto não era novo em 1982, a pauta continua pertinente em 2025 – não por coincidência, ano em que a trama foi originalmente ambientada. O material parecia perfeito para Wright. De “Todo Mundo Quase Morto” a “Noite Passada em Soho”, passando pelos essenciais “Scott Pilgrim Contra o Mundo” e “Em Ritmo de Fuga”, seus filmes equilibram grandes ideias com um pulso pop vibrante. Incapaz de dirigir um filme modorrento, aqui ele derrapa ao injetar sua visão dinâmica em uma obra sombria e incômoda. Embora seja mais fiel ao livro que o filme com Arnold Schwarzenegger, “O Sobrevivente” ainda se arvora no espetáculo, não na reflexão.

Ah, claro, “O Sobrevivente” foi levado anteriormente ao cinema em 1987, Schwarzenegger à frente. No entardecer do governo Reagan, essa versão triscou no tema do governo totalitário mas, no fim, era um filme de ação com o astro de “O Exterminador do Futuro”, em que ele, e não a trama, ditava o espetáculo. As diferenças para a obra original eram gritantes, expondo os limites orçamentários e tecnológicos da época. Ainda assim, Schwarza manda um “I’ll be back” esperto e faz até o macacão amarelo pavoroso parecer cool.

Arnold inclusive saiu à campo para defender a nova versão de Edgar Wright, apresentando sessões ao lado do diretor e do elenco e mostrando como é ser um dínamo de carisma na vida real. Glen Powell, por sua vez, ainda se acostuma ao papel de ser o astro que Hollywood precisa: talentoso, bonitão, carismático e boa praça, Powell é um projeto ainda em construção, mas certamente não chegou onde ele espera – o inatingível pódio hoje ocupado por seu chapa Tom Cruise. A ambição, ao menos, não lhe falta.

Colman Domingo 'entrevista' Glen Powell antes de começar o show
Colman Domingo ‘entrevista’ Glen Powell antes de começar o show Imagem: Paramount

Fonte: UOL

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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