Dono do Mêntore Bank compra 50% da Nutrinor e mira R$ 1 bi em refeições corporativas

Bloomberg Línea — Fundador do Mêntore Bank, instituição que deve fechar o ano de 2025 acima da marca de R$ 1 bilhão em receitas pela primeira vez, Vanderson Aquino começa a expandir a sua área de atuação. A nova ambição é construir um negócio de R$ 1 bilhão no mercado de refeições corporativas.

E o primeiro passo acaba de ser dado: a aquisição de 50% da Nutrinor, empresa de alimentação corporativa com sede em Fortaleza, capital do Ceará. Com mais de 26 anos de mercado, a companhia opera em mais de 30 cidades, em sete estados do país e serve mensalmente mais de 1,3 milhão de refeições.

O empreendedor cearense vai colocar R$ 100 milhões na operação, começando com um aporte de R$ 20 milhões. Os sócios-fundadores da Nutrinor, Ailton Moraes e Ilomar Donadel, permanecem na operação como diretores financeiro e comercial, respectivamente.

O desembolso será feito por meio do VA Investments, a holding de investimentos criada por Aquino.

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“É um mercado com potencial muito forte e que hoje está concentrado em cinco grandes empresas: Sodexo, Compass, Sapore, GRSA e Vivendas”, disse Aquino.

“A ideia é entrarmos nesse mercado fazendo uma consolidação, adquirindo negócios com faturamento em torno de R$ 100 milhões por ano, para que tenhamos um grupo de R$ 1 bilhão em receitas até dezembro de 2026.”

Para chegar ao “número mágico”, Aquino negocia a aquisição de outras quatro empresas, uma do Nordeste e outras três do Sudeste.

Se fechados os acordos, ele terá negócios com R$ 700 milhões em faturamento – um dos alvos tem receita em torno de R$ 300 milhões.

Os 30% restantes viriam organicamente, principalmente a partir de uma estratégia de cross selling com clientes que estão hoje no portfólio do Mêntore Bank.

O Mêntore é um banco digital que tem como estratégia entrar em empresas assumindo a folha de pagamentos e passar a oferecer produtos financeiros para os funcionários dessas companhias. Neste ano prevê movimentar cerca de R$ 60 bilhões em TPV (Volume Total de Pagamentos).

Criada em 2021, a instituição de origem cearense opera para atender clientes que recebem até 3 salários mínimos e tem como produto principal o adiantamento de salário no curto prazo, com tíquete médio em torno de R$ 200,00.

O plano para adquirir novas empresas reflete uma estratégia de se tornar um player de alcance nacional. “Um dos grandes desafios do mercado de refeições corporativas é a logística e, ao unir negócios que operam do Nordeste ao Sul, teremos uma capacidade logística bem mais forte”, afirmou.

Segundo ele, o interesse pelo setor de refeições corporativas surgiu nos últimos anos, ao perceber os desafios das empresas para lidar com os juros altos e a inflação dos alimentos.

“Muitas empresas pequenas começaram a nos procurar atrás de crédito, quando o mercado viveu um momento difícil de aumento do preço da comida, e elas, muitas vezes, não conseguiam repassar os valores”, disse.

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“Enxerguei como oportunidade de aproveitar a expertise que essas empresas já têm no mercado e agregar com a do Mêntore na parte financeira.”

Ao entrar como sócio na Nutrinor, Aquino disse que pretende adotar três ações imediatas para melhorar a gestão do negócio.

A primeira é substituir fornecedores locais por nacionais, o que calcula que irá agregar 8% ao lucro líquido. A margem líquida da operação é de 4%.

O novo sócio também quer requalificar a dívida da companhia, com juros mais baixos, renegociando a carência e alongando parcelas – o saldo devedor é de R$ 20 milhões. O terceiro pilar é desenhar um planejamento tributário.

Segundo o executivo, o mercado de refeições corporativas é apenas o primeiro no seu novo momento de vida.

“Eu tinha um desafio muito forte de fazer o Mêntore dar certo, de sair do Ceará e fazê-lo crescer. E parece que, quando nós rompemos algumas barreiras, tudo fica mais claro”, disse.

“Sempre achei que era difícil construir uma empresa que faturasse R$ 1 bilhão por ano e agora começo até a achar que é fácil e que existe um caminho para construir novos negócios de R$ 1 bilhão. Isso virou um número mágico para mim.”

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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