O bico de papelão
Para imitar o formato do bico materno, Viviane usou papelão, fita crepe, uma mangueira fina e uma seringa. O resultado foi um bico artificial com o tamanho e a curvatura semelhantes aos de um tucano adulto. A mangueira interna se conectava à seringa com papinha de frutas, permitindo que o filhote se alimentasse de forma natural e sem risco de aspiração.
A alimentação de Tuca é baseada em frutas como banana e manga, enviadas por comerciantes da região. Com o novo método, o filhote aceitou a comida rapidamente e se fortaleceu.
Viviane afirmou que Tuca deverá ficar pouco tempo em reabilitação e poderá voltar à natureza assim que atingir maturidade. A soltura deve acontecer perto do ninho original.
Ajuda a outros animais
Viviane já cuidou de diversas aves resgatadas. Em 2022, ela recebeu uma coruja Suindara recém-nascida, em estado crítico. Para ajudar no desenvolvimento da ave, adaptou a clínica com um viveiro grande para que ela aprendesse a voar.
Após sete meses, a coruja foi reintegrada ao ambiente natural.
Depois daquele caso, outras aves passaram pela clínica, como corujas e maritacas, até a chegada de Tuca.
“Cuidar de um animal silvestre é sempre um desafio, porque eles chegam com muito medo e, por instinto, atacam para se defender. Quando conquistamos a confiança deles, é a maior gratificação que existe. O medo se transforma em carinho, em reciprocidade. Parece um paradoxo, pois o que mais me emociona é vê-los ir embora. Eu sinto uma saudade imensa, mas a sensação de dever cumprido me deixa completamente realizada”, disse a veterinária ao G1.
Fonte: Só Notícia Boa




