Dólar avança a R$ 5,41, mas acumula leve queda em semana marcada por política monetária – Money Times

(Foto: iStock.com/MicroStockHub)

A deterioração no sentimento de risco nos Estados Unidos fortaleceu o dólar ante moedas emergentes e fortes. 

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Nesta sexta-feira (12), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,4108, com alta de 0,12%. 

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O movimento acompanhou a tendência externa. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, subia 0,05%, aos 98.400 pontos.

Na semana, o dólar à vista acumulou desvalorização de 0,39% ante o real. 

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O que mexeu com o dólar hoje?

O dólar ganhou força em meio a incertezas sobre o rumo do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA) e a deterioração do sentimento de risco nos Estados Unidos com o setor de tecnologia – a retomada do temor de uma bolha de inteligência artificial (IA).

Na última quarta-feira (10), o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed cortou os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, como o esperado, ontem (10). Essa foi a terceira redução consecutiva.

A decisão, mais uma vez, não foi unânime: Stephen Miran votou pelo corte de 0,50 ponto percentual, enquanto Austan Goolsbee e Jeffrey Schmid optaram por manter o Fed Funds na faixa de 3,75% a 4,00% ao ano. Sendo assim, o placar ficou 9 a 3, a maior dissidência desde setembro de 2019.

Já nesta sexta-feira (12), os dissidentes comentaram o seu posicionamento. O presidente da unidade do Fed de Kansas City, Jeffrey Schmid, disse que discordou do corte de 0,25 ponto percentual e optou pela manutenção dos juros porque a inflação está “muito alta” e a política monetária deveria permanecer modestamente restritiva para mantê-la sob controle.

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“Neste momento, vejo uma economia que está mostrando impulso e uma inflação que está muito aquecida, o que sugere que a política monetária não é excessivamente restritiva”, disse Schmid.

O presidente da unidade do Fed deChicago, Austan Goolsbee, por sua vez, afirmou que acha melhor esperar por dados adicionais sobre a inflação e a situação do mercado de trabalho antes de reduzir os custos dos empréstimos, principalmente devido à grande preocupação que as empresas e os consumidores ainda expressam sobre o aumento dos preços. Ele também votou pela manutenção dos juros.

“Deveríamos ter esperado para obter mais dados, especialmente sobre a inflação”, disse Goolsbee.

No Brasil, os investidores acompanharam novos dados econômicos. Entre eles, o volume do setor de serviços apresentou aumento de 0,3% no volume em outubro em relação a setembro, quando houve crescimento de 0,7%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Apesar da desaceleração, o resultado ficou ligeiramente acima da expectativa em pesquisa da Reuters, de alta de 0,2% no mês, e com isso o volume de serviços renovou o patamar recorde da série histórica, iniciada em 2011.

O setor ainda marcou o nono resultado positivo seguido, acumulando no período ganho de 3,7%, superando a sequência de resultados positivos de oito meses entre fevereiro e setembro de 2022.

Na avaliação de Sara Paixão, analista de macroeconomia da InvestSmart XP, os indicadores do setor apresentaram um quadro misto nesta semana: enquanto as vendas no varejo vieram acima do esperado, os serviços avançaram em linha com as projeções. Vale ressaltar que as vendas no varejo tendem a ser mais voláteis

“O cenário ainda incerto reforça a necessidade de cautela por parte do Copom em relação a taxa Selic”, afirmou.

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Fonte: Money Times

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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