Mas não todos eventos globais. Somente os eventos que os algoritmos encontraram chamam a atenção. Por exemplo, o “vencedor” nesta disputa é o conflito em Gaza. Viajo por todo o mundo e, no ano passado, mais de metade dos grafites no mundo baseiam-se neste conflito, tal como grande parte da discussão política online. O conflito na Ucrânia também está no topo da lista, em parte porque ambos os lados do conflito produzem enormes quantidades de artigos online sobre o assunto.
Assim, embora os algoritmos tenham deixado toda a gente obcecada com estes dois conflitos, a maioria não ouve uma palavra sobre os conflitos e crises ainda maiores no Sudão, no Sudão do Sul, na Síria, em Myanmar, na Somália, na República Democrática do Congo, na Ucrânia, no Afeganistão e no Burkina Faso. Os principais jornais cobrem esses eventos diariamente, mas a maioria das pessoas nunca ouve falar deles.
Porque o algoritmos priorizam o engajamentoe não a credibilidade, as pessoas são expostas a conteúdos extremos e polarizadores, incluindo desinformação, informações falsas e resíduos inventados de IA. A personalização de algoritmos criou “bolhas de filtro” e “câmaras de eco” onde as pessoas formam entendimentos completamente diferentes sobre o mundo.
Fonte: Computer World




