Em recuperação judicial, Azul corta pela metade encomenda bilionária de jatos da Embraer

A Embraer informou nesta terça-feira (23) que renegociou com a Azul Linhas Aéreas a encomenda de aeronaves do modelo E195-E2, reduzindo o pedido firme de 51 para 25 jatos. Os contratos originais, firmados entre 2014 e 2018, somavam um valor de referência de cerca de US$ 3,1 bilhões a preços de catálogo à época.

O novo acordo foi assinado em 26 de novembro e homologado no processo de Chapter 11 — equivalente à recuperação judicial no Brasil — da companhia aérea nos Estados Unidos, em decisão da Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York publicada em 22 de dezembro.

A renegociação encerra um ciclo iniciado em 2014, quando a Azul se tornou a primeira cliente global do E195-E2 e operadora-lançadora do modelo.

Primeiro cliente

Naquele ano, durante o salão aeronáutico de Farnborough, no Reino Unido — um dos principais eventos globais da indústria aeronáutica —, a companhia assinou uma carta de intenções para 30 pedidos firmes, com direitos de compra para outros 20 jatos.

À época, a Embraer estimou que o contrato poderia alcançar US$ 3,1 bilhões a preços de lista, caso todas as opções fossem convertidas. O pedido adicional foi anunciado em dezembro 2018, novamente em Farnborough, quando Embraer e Azul divulgaram uma nova carta de intenções para 21 aeronaves adicionais.

Embraer E195-E2, a maior aeronave comercial da fabricante brasileira

O preço de lista é uma referência utilizada pela indústria para padronizar o valor dos contratos, mas não reflete necessariamente o preço efetivamente pago pelas companhias aéreas, que costuma incluir descontos relevantes, além de condições comerciais específicas como financiamento, cronograma de entregas e pacotes de manutenção.

Com isso, o total encomendado pela Azul chegaria a 51 jatos E2. O contrato foi formalizado em dezembro de 2018 e incluído no backlog da Embraer no quarto trimestre daquele ano.

Jato da Embraer

O E195-E2 é a segunda geração da família de jatos E-Jets, desenvolvida para voos regionais e domésticos de curta e média distância, com capacidade de até cerca de 130 passageiros. 

Diferentemente dos modelos mais populares da Boeing e da Airbus, como o 737 e o A320, utilizados em rotas mais longas e de maior densidade, o E2 é voltado à ligação entre cidades médias, onde aeronaves maiores tendem a ser menos eficientes do ponto de vista operacional.

Fonte: Invest News

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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