Leia slide de Haddad que critica contas de Temer e Bolsonaro

Ministro da Fazenda declarou, durante evento do BTG Pactual, que não vê dados das gestões anteriores nos jornais

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez uma apresentação de slides nesta 2ª feira (22.set.2025) para criticar os governos Jair Bolsonaro (PL) e Michel Temer (MDB). Ele participou de evento “BTG Pactual MacroDay”, realizado no Hotel Grand Hyatt, em São Paulo. Leia a íntegra (PDF – 1 MB).

Haddad declarou que são números “relevantes”, mas, segundo ele, não são publicados em jornais. As principais críticas são relacionadas ao governo Bolsonaro.

“A gente tem que se debruçar sobre o que é real. Aqui não tem nenhum número da minha cabeça. Todos são números oficiais, inclusive a maioria deles calculado pelo Banco Central”, disse Haddad.

O ministro da Fazenda declarou que os dados fiscais são úteis para o Brasil sair do “clima tenso” atual e debater com naturalidade e seriedade os assuntos fiscais.

Copyright

Reprodução/Ministério da Fazenda

Haddad declarou que o governo Bolsonaro não solucionou os problemas fiscais

Haddad disse que, em 2021, o governo Bolsonaro contratou para os anos subsequentes as despesas com o BPC (Benefício de Prestação Continuada) e o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). Segundo o ministro, foram R$ 70 bilhões pagos no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com os 2 programas.

O ministro traçou um histórico das Ploas (Propostas de Lei Orçamentária Anual) desde o governo Temer. Disse que o superavit primário de 0,5% do PIB em 2022, no governo Bolsonaro, é consequência de 3 medidas:

  • venda da Eletrobras – quase R$ 30 bilhões de receita;
  • receita de dividendos da Petrobras – venda de R$ 35 bilhões de subsidiárias;
  • precatórios – “calote” de R$ 15 bilhões em dívidas judiciais.

Se você levar em conta todas essas questões, esse 0,5% [do PIB de superavit em 2022] se transforma em deficit de 0,3% [do PIB]”, disse Haddad.

O ministro voltou a dizer que a Ploa de 2023, encaminhada pelo governo Bolsonaro em 2022, estimava um deficit primário de 0,6% do PIB: “Caía de 0,5% positivo para 0,6% negativo no ano seguinte”.

Segundo Haddad, as mudanças das regras de elegibilidade do BPC (Benefício de Prestação Continuada) aumentaram o gasto anual de R$ 70 bilhões de 2021 e 2022 para R$ 131 bilhões em 2026.

Ao considerar as despesas com precatórios, pagamento das compensações tributárias do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) aos governadores e despesas com o BPC, Haddad afirma que a Ploa deveria ter registrado 1,8% do PIB de deficit primário para honrar o que já estava contratado.

Copyright

Reprodução/Ministério da Fazenda

Haddad diz que governo Lula controla as despesas

O ministro disse que o governo não poderia deixar de executar despesas que já estavam previstas, mesmo que fossem contratadas até 2022, antes da posse do governo Lula.

“Isso daqui não é gasto do governo Lula. Do ponto de vista contábil, somos nós que estamos gastando, mas nós estamos honrando uma despesa que foi contratada em 2021 e da qual nós não conseguimos sair”, declarou.

Haddad disse que as despesas com o Fundeb foram multiplicadas por 2,5 em 2021. O gasto anual aumentou mais de R$ 40 bilhões, segundo ele.

Se somar BPC e Fundeb, são mais de R$ 70 bilhões que foram contratados em 2021”, disse Haddad.

Copyright

Reprodução/Ministério da Fazenda – 22.set.2025

A apresentação criticou a regra do teto de gastos, que foi alterada em 2023, quando o Congresso aprovou o marco fiscal

TESE DO SÉCULO

A apresentação de Haddad disse que a tese do século teve um efeito “deletério” na arrecadação federal. O tema foi votado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 2017 e teve os efeitos modulados em 2021. Na prática, o Supremo entendeu que uma cobrança de imposto era inconstitucional –a incidência de um tributo estadual, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), na base de cálculo de um tributo federal, o PIS/Cofins.

Ou seja, as empresas que tiveram cobrança irregular ficaram com créditos tributários.

Haddad declarou que um dos efeitos da tese do século nas contas públicas é a redução da base de cálculo do PIS/Cofins: “A arrecadação anual caiu em torno de 1% do PIB”.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez uma apresentação de slides nesta 2ª feira (22.set.2025) para criticar os governos Jair Bolsonaro (PL) e Michel Temer (MDB). Ele participou de evento “BTG Pactual MacroDay”, realizado no Hotel Grand Hyatt, em São Paulo. Leia a íntegra (PDF – 1 MB).

Haddad declarou que são números “relevantes”, mas, segundo ele, não são publicados em jornais. As principais críticas são relacionadas ao governo Bolsonaro.

“A gente tem que se debruçar sobre o que é real. Aqui não tem nenhum número da minha cabeça. Todos são números oficiais, inclusive a maioria deles calculado pelo Banco Central”, disse Haddad.

O ministro da Fazenda declarou que os dados fiscais são úteis para o Brasil sair do “clima tenso” atual e debater com naturalidade e seriedade os assuntos fiscais.

Copyright

Reprodução/Ministério da Fazenda

Haddad declarou que o governo Bolsonaro não solucionou os problemas fiscais

Haddad disse que, em 2021, o governo Bolsonaro contratou para os anos subsequentes as despesas com o BPC (Benefício de Prestação Continuada) e o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). Segundo o ministro, foram R$ 70 bilhões pagos no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com os 2 programas.

O ministro traçou um histórico das Ploas (Propostas de Lei Orçamentária Anual) desde o governo Temer. Disse que o superavit primário de 0,5% do PIB em 2022, no governo Bolsonaro, é consequências de 3 medidas:

  • venda da Eletrobras – quase R$ 30 bilhões de receita;
  • receita de dividendos da Petrobras – venda de R$ 35 bilhões subsidiárias;
  • precatórios – “calote” de R$ 15 bilhões em dívidas judiciais.

Se você levar em conta todas essas questões, esse 0,5% [do PIB de superavit em 2022] se transforma em deficit de 0,3% [do PIB]”, disse Haddad.

O ministro voltou a dizer que a Ploa de 2023, encaminhado pelo governo Bolsonaro em 2022, estimava um deficit primário de 0,6% do PIB: “Caía de 0,5% positivo para 0,6% negativo no ano seguinte”.

Segundo Haddad, as mudanças das regras de elegibilidade do BPC (Benefício de Prestação Continuada) aumentaram o gasto anual de R$ 70 bilhões de 2021 e 2022 para R$ 131 bilhões em 2026.

Ao considerar as despesas com precatórios, pagamento das compensações tributárias do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) aos governadores e despesas com o BPC, Haddad afirma que a Ploa deveria ter registrado 1,8% do PIB de deficit primário para honrar o que já estava contratado.

Copyright

Reprodução/Ministério da Fazenda

Haddad diz que governo Lula contra as despesas

O ministro disse que o governo não poderia deixar de executar despesas que já estavam previstas, mesmo que fossem contratadas até 2022, antes da posse do governo Lula.

“Isso daqui não é gasto do governo Lula. Do ponto de vista contábil, somos nós que estamos gastando, mas nós estamos honrando uma despesa que foi contratada em 2021 e da qual nós não conseguimos sair”, declarou.

Haddad disse que as despesas com o Fundeb foram multiplicadas por 2,5 em 2021. O gasto anual aumentou mais de R$ 40 bilhões, segundo ele.

Se somar BPC e Fundeb, são mais de R$ 70 bilhões que foram contratados em 2021”, disse Haddad.

Copyright

Reprodução/Ministério da Fazenda – 22.set.2025

A apresentação criticou a regra do teto de gastos, que foi alterada em 2023, quando o Congresso aprovou o marco fiscal

TESE DO SÉCULO

A apresentação de Haddad disse que a tese do século teve um efeito “deletério” na arrecadação federal. O tema foi votado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 2017 e teve os efeitos modulados em 2021. Na prática, o Supremo entendeu que uma cobrança de imposto era inconstitucional –a incidência de um tributo estadual, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), na base de cálculo de um tributo federal, o PIS/Cofins.

Ou seja, as empresas que tiveram cobrança irregular ficaram com créditos tributários.

Haddad declarou que um dos efeitos da tese do século nas contas públicas é a redução da base de cálculo do PIS/Cofins: “A arrecadação anual caiu em torno de 1% do PIB”.

Além da queda da receita, o ministro declarou que a medida da Corte teve efeito retroativo, o que resultou em uma alta compensação tributária para as empresas no acumulado de 2019 a 2024.

“Se somar os 2 efeitos, nós estamos falando de um tombo de mais de R$ 1 trilhão e perda de arrecadação. Eu estimo que 10% do PIB da nossa dívida pública seja uma consequência dessa decisão do Supremo Tribunal Federal, por 6 a 5 no placar. Por 1 voto, 10% do PIB a mais de dívida pública”, declarou.

Copyright

Reprodução/Ministério da Fazenda – 22.set.2025

Slide de Haddad diz que governo Temer deixou efeitos fiscais “deletérios” na arrecadação

CENÁRIO EM 2025

Haddad disse que a receita em proporção do PIB do governo federal está “parecida” com a registrada em 2022, mas aquém do período de superavit primário. “Nós não estamos longe da média histórica saudável”, declarou.

A despesa pública estava em 18,0% do PIB em 2022, mas, ao considerar o “calote” nos precatórios, o percentual aumentaria para 18,1%.

Haddad disse que a despesa em 2026 próxima de 18,8% do PIB, e que 0,5 ponto percentual se deve ao BPC e ao Fundeb.

“Esses 0,5% não foi contratado agora. Foi contratado em 2021. Se você descontar dos 18,8% o que foi contratado em 2021, tem 18,3% [do PIB de gastos], que é 0,2 ponto percentual do PIB a mais [que em 2022]”, disse o ministro.



Fonte: Poder 360

Obrigado por acompanhar nossas publicações. Nosso compromisso é trazer informação com seriedade, clareza e responsabilidade, mantendo você sempre bem informado sobre os principais acontecimentos que impactam nossa cidade, região e o Brasil. Continue nos acompanhando e participe deixando sua opinião — sua voz é essencial para construirmos juntos um jornalismo mais próximo do leitor.

Ismael Martins de Souza Costa Xavier

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat. Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur.

The most complete solution for web publishing

Fique sempre com a gente! Nosso jornal traz informação em tempo real, com credibilidade e proximidade. Acompanhe, compartilhe e faça parte dessa história.

Agradecemos a você, leitor, por nos acompanhar e confiar em nosso trabalho. É a sua presença que nos motiva a seguir levando informação com seriedade, clareza e compromisso. Seguiremos juntos, sempre em busca da verdade e da notícia que faz diferença no seu dia a dia.

Jornalista:

Compartilhe esta postagem:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *