James Cook: Como o ex-campeão europeu mudou vidas

A compreensão de Cook sobre as pessoas começou muito antes do boxe.

Criado pelos avós na Jamaica até se juntar aos pais em Londres, aos nove anos de idade, a avó cuidava da casa com carinho e disciplina, incutindo responsabilidade e bondade.

“Ela nos ensinou boas maneiras e respeito”, escreveu ele em sua autobiografia, Guardian of the Streets, lembrando-lhe muitas vezes que o dinheiro significava pouco comparado à forma como você tratava os outros.

Foi este espírito que permeou a sua abordagem ao trabalho com jovens, sobretudo no Pedro Club – um clube juvenil em Hackney que ele salvou do encerramento em 2003.

O clube fazia parte de Hackney desde 1929, situado entre três grandes conjuntos habitacionais no que ficou conhecido como “Murder Mile”.

Para Cook, que cresceu em um bairro residencial difícil em Londres quando se mudou da Jamaica, fechá-lo “não fazia sentido”, pois “não havia mais nada para as crianças fazerem”.

Ele compreendeu as pressões enfrentadas pelos jovens – modelos ausentes, ideias distorcidas de sucesso, a atração da vida nas ruas.

A sua resposta não foram palestras, mas sim estrutura, honestidade e consistência – proporcionadas através da oportunidade de praticar desporto, fazer música e aprender habilidades para a vida e sustentadas pela disciplina e respeito aprendidos no boxe.

Ele insistiu em boas maneiras – e linguagem adequada, uma vez revelando que disse a qualquer um que usasse linguagem imprópria que teria que entrar no ringue com ele.

Seu trabalho foi elogiado pela polícia em artigo no o Independente, externo em 2007 por “nos ajudar a reduzir a criminalidade e tornar as nossas ruas mais seguras” e que Cook estava “a fazer um trabalho fantástico com os jovens mais difíceis de alcançar”.

Cook costumava ficar no topo das escadas do clube juvenil – uma presença imponente com 1,80 m – observando a rua, cumprimentando as pessoas e chamando qualquer um que permanecesse muito tempo fora.

“Ele era como um rei em seu trono”, lembrou Natasha Patterson. “Sempre lá. Sempre cuidando das coisas.”

Patterson passava pelo Pedro e Cook gritava que o clube precisava de voluntários. A princípio ela não entrou, mas acabou ouvindo.

Ela começou aos poucos – ajudando na cozinha, apoiando atividades juvenis – antes de Cook incentivá-la a treinar boxe, mesmo quando ela duvidava de si mesma.

Com o tempo, ela conquistou seus distintivos, viajou pelo país ao lado dele dando palestras sobre o clube e se tornou a treinadora principal de boxe de Pedro.

“Ele foi o primeiro homem que conheci que realmente acreditou em mim”, disse ela. “Ele me fez sentir que eu poderia fazer qualquer coisa.”

Cook muitas vezes tinha que investir seu próprio dinheiro no clube ou na arrecadação de fundos e enfrentava batalhas regulares para evitar que o clube fechasse e manter viva sua missão de manter as crianças fora das ruas.

“Esse ditado de que é preciso uma aldeia para criar uma criança – bem, este é o Pedro Club – um farol e uma aldeia”, disse o presidente do clube e ex-campeão britânico e europeu dos pesos pesados, Derek Williams, à BBC Sport.

Fonte: BBC – Esporte Internacional

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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