Como é a indústria petrolífera da Venezuela que Trump diz querer “reviver”





LONDRES — A indústria petrolífera da Venezuela “faria muito dinheiro” com o apoio dos Estados Unidos, disse o presidente Donald Trump em uma coletiva de imprensa neste sábado (3) para confirmar a captura do presidente do país, Nicolás Maduro, que enfrenta acusações federais relacionadas a drogas e armas.

“Vamos fazer com que nossas grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores do mundo, entrem, gastem bilhões de dólares, consertem a infraestrutura muito danificada, a infraestrutura do petróleo, e comecem a gerar dinheiro para o país”, afirmou Trump.

Ele disse que a indústria petrolífera do país foi “um fracasso total” por muito tempo, acrescentando: “Eles estavam bombeando quase nada em comparação com o que poderiam estar bombeando.”

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Trump parece apostar fortemente na intervenção dos EUA na indústria do petróleo para ajudar a transformar a Venezuela, uma proposta que pode se mostrar complicada e cara.

Quanto petróleo a Venezuela produz?

A Venezuela afirma ter mais de 300 bilhões de barris no subsolo, as maiores reservas de petróleo de qualquer país. Mas luta para produzir cerca de 1 milhão de barris por dia, ou cerca de 1% da produção global.

Qual é o estado da indústria petrolífera na Venezuela?

A indústria teve alguma recuperação nos últimos anos, mas a produção está muito abaixo dos mais de 2 milhões de barris por dia que a Venezuela produzia no início da década de 2010.

A empresa estatal de petróleo, conhecida como PDVSA, carece de capital e expertise para aumentar a produção. Os campos petrolíferos do país estão degradados e sofrem com “anos de perfuração insuficiente, infraestrutura deteriorada, frequentes cortes de energia e roubo de equipamentos”, segundo um estudo recente da Energy Aspects, uma empresa de pesquisa. Os Estados Unidos impuseram sanções ao petróleo venezuelano, que agora é exportado principalmente para a China.

Qual o papel da Chevron na produção petrolífera do país?

A Chevron é a principal empresa ocidental ainda operando no país e produz cerca de um quarto do petróleo venezuelano. No início deste século, quando outras empresas foram forçadas a sair, a Chevron permaneceu, acreditando que as condições poderiam eventualmente melhorar.

Cerca de metade da produção da Chevron é exportada para os Estados Unidos.

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No sábado, a Chevron afirmou que está tentando garantir a segurança de seus funcionários e operações no país após a prisão e remoção de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, na ação militar dos EUA.

A gigante do petróleo, com sede em Houston, opera na Venezuela desde 1923 e mantém cinco projetos de produção onshore e offshore no país. “Com mais de um século na Venezuela, apoiamos uma transição pacífica e legal que promova estabilidade e recuperação econômica”, disse Kevin Slagle, porta-voz da Chevron. “Estamos preparados para trabalhar construtivamente com o governo dos EUA durante este período, aproveitando nossa experiência e presença para fortalecer a segurança energética dos EUA.”

O que significaria o controle americano sobre a produção petrolífera do país?

Em teoria, se as empresas petrolíferas dos EUA tivessem carta branca na Venezuela, poderiam ajudar a reverter gradualmente a situação da indústria. “Mas não será uma proposta simples”, disse Richard Bronze, chefe de geopolítica da Energy Aspects.

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Analistas afirmam que aumentar a produção venezuelana não será barato. A Energy Aspects estimou que adicionar mais meio milhão de barris por dia custaria US$ 10 bilhões e levaria cerca de dois anos.

Aumentos maiores podem exigir “dezenas de bilhões ao longo de vários anos”, disse a empresa.

c.2026 The New York Times Company

Fonte: Info Money

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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