“Não fui e nem sou controlador do Banco Master” – Money Times

Nelson Tanure. Foto: Marco Antonio Lima/Wikimedia Commons

O empresário Nelson Tanure disse ter sido surpreendido na manhã da quarta-feira (14) com o pedido de “busca pessoal” emitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ao qual afirma que atendeu com “respeito e prontidão”. “Não fui nem sou controlador do extinto Banco Master, tampouco seu sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente”, afirmou o empresário por meio de nota.

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Ele negou também ligações societárias indiretas “inclusive por meio de opções, instrumentos financeiros, debêntures conversíveis em ações ou quaisquer mecanismos equivalentes”.

“Mantivemos com o referido banco relações estritamente comerciais, sempre na condição de cliente ou aplicador, assim como fazemos com outras instituições financeiras no Brasil e no exterior”, diz ainda o empresário.

Segundo ele, essas relações envolveram aplicações financeiras, operações de crédito, gestão de fundos e aquisição de participações societárias, sem ingerência na gestão ou conhecimento das outras operações internas dessas instituições. “Todas as operações foram realizadas em estrita conformidade com a legislação e a regulamentação vigentes”, diz a nota.

O empresário afirma não ter participação nem conhecimento de relações do Master com terceiros, sejam eles Reag, BRB, Fictor ou outras instituições financeiras.

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“Há bastante tempo vínhamos reduzindo gradualmente nossa exposição ao referido banco. Neste momento, os valores eventualmente remanescentes correspondem a perdas suportáveis, próprias de operações de tomadores de risco”, continua o empresário, que afirma permanecer à disposição das autoridades e da Justiça. “Tenho fé, e plena confiança na seriedade das investigações, de que todos os fatos relacionados a mim serão devidamente esclarecidos e de que ficará comprovado que minhas relações com o extinto banco foram integralmente lícitas, ainda que, infelizmente, tenham nos acarretado bastantes prejuízos”, escreve.

O empresário afirma ainda que seu celular foi recolhido durante a busca. “Cena inusitada para mim, nessa quadra da minha vida, com mais de 50 anos de vida empresarial nos mais diversos campos da economia brasileira”, diz.

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Fonte: Money Times

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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