potencial para licenciar em países da América Latina é imenso, diz Piqué

Bloomberg Línea — A Kings League, plataforma de futebol desenhada para a Geração Z criada e liderada pelo ex-craque do Barcelona Gerard Piqué, tem acelerado a sua estratégia de expansão global e começa a desenhar um modelo de licenciamento para mercados considerados estratégicos.

O formato, lançado em 2023, cresce em ritmo acelerado a partir de uma combinação que inclui jogos mais curtos, influenciadores digitais, interação com o público, ex-jogadores de futebol, personalidades do esporte e regras inusitadas.

Em 2025, após ter recebido um aporte de 60 milhões de euros, em rodada liderada pelo fundo Left Lane Capital e pela Fillip Holdings, a Kings League abriu operações na Alemanha, na França e na região conhecida como Mena (sigla em inglês para Oriente Médio e Norte da África), no Brasil e na Itália. Originalmente, os primeiros mercados foram a Espanha e o México.

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O próximo passo com capital próprio é entrar nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, novos modelos começam a ser pensados.

“Por que não, no futuro, em vez de termos uma liga que é regional para toda a América do Sul, não começarmos a explorar a possibilidade de licenciar a liga na Argentina, na Colômbia, no Chile ou no Peru. O potencial na América Latina é imenso. Claro que isso precisa fazer sentido financeiramente”, disse Gerard Piqué em entrevista à Bloomberg Línea em passagem por São Paulo.

O ex-zagueiro da seleção espanhola e hoje empresário, atualmente com 38 anos, veio ao Brasil para acompanhar os jogos da Kings World Cup Nations, que chega à final com uma disputa entre Brasil e Chile neste sábado (17) no Allianz Parque, na capital paulista.

Com ingressos esgotados, a decisão deve ser assistida in loco por mais de 40.000 torcedores, sem contar a audiência em plataformas e canais digitais.

A competição reuniu nesta segunda edição 20 nações, algumas das quais têm interesse na construção de uma liga local, segundo o ex-jogador.

“Há muitos países que convidamos aqui, como Holanda, Indonésia e Argélia, que nós sabemos que têm muito interesse em criar ligas locais. A melhor maneira de promover nosso produto e a melhor ferramenta de marketing é a Copa do Mundo”, afirmou, sem estimar um prazo para que isso ocorra.

“A ideia é licenciar o nosso conceito, o nosso produto, e marcar presença nesses países”, completou.

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A Kings League foi criada dentro da Kosmos, holding de negócios criada em 2017 por Piqué e que hoje reúne um estúdio de conteúdo, uma área de gerenciamento de propriedade futebolísticas e o time de eSports Koi.

Pela holding passou também a Copa Davis, competição masculina de tênis entre países, da qual se desfez em 2023 após problemas de gestão.

Modelo de negócio

A Kings League é uma plataforma que reúne equipes de futebol com 7 jogadores – equivalente ao society -, com regras nada convencionais para quem está acostumado ao que se poderia chamar de “futebol raiz”.

Há regras mutáveis, estética de streaming, interação com o público e uma lógica muito mais próxima do universo de tecnologia do que do esporte tradicional.

Cada temporada traz mudanças: no regulamento, na forma de filmar, nos enquadramentos, na narrativa e até no tipo de conteúdo de bastidores exibido.

Na combinação entre esporte e entretenimento, as partidas contam com ex-jogadores, atletas profissionais e influenciadores digitais, em partidas com duração de 40 minutos, divididas em dois tempos.

As novidades incluem ainda o jogo de um dado, aos 18 minutos do primeiro tempo, para definir quantos jogadores continuarão em campo, o gol dobrado ou o “gol de ouro” – em caso de a partida estar empatada – no segundo tempo, o pênalti do presidente e a retirada de uma carta secreta, que oferece benefícios.

“Seis meses é uma eternidade para o nosso público”, afirmou Djamel Agaoua, CEO da Kings League desde setembro de 2024, após passagens por empresas como Rakuten e NBA. “Estamos falando de uma geração com bilhões de opções à frente dela e que pode navegar tudo com o polegar.”

Diferentemente do futebol tradicional, em que os direitos de transmissão exclusivos dominam a estrutura de receitas, a Kings League opera com um modelo mais diversificado e digital.

Cerca de 75% das receitas vêm dos patrocínios – chamados internamente de “parcerias” -, de marcas como Fortnite, KTO, Trident e iFood.

“Nós produzimos bilhões de impressões para essas marcas. Só na Copa das Nações, em dez dias de competição, geramos 1 bilhão de impressões”, disse Agaoua, em referência a uma das principais métricas do mundo digital.

O restante da receita vem de merchandising (venda de camisetas e produtos licenciados), ingressos para grandes eventos e acordos não exclusivos com mídias tradicionais para transmissão.

O negócio ainda opera de forma deficitária, uma condição que o CEO disse pretendee mudar ao longo deste ano. Segundo Agaoua, a plataforma desembolsou muitos recursos ao longo de 2025 para a abertura de novas operações.

“No nosso modelo de negócio, nós perdemos dinheiro na primeira temporada porque temos que estruturar tudo. A segunda já é lucrativa. Portanto, a partir de fevereiro, quando se inaugura essa fase nos novos mercados, nós seremos rentáveis em todos os países”, projetou.

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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