O thrash metal como arte e ironia na turnê do Mr. Bungle no Brasil

A exposição global do vocalista/multi instrumentista/gênio musical entre os pioneiros do funk metal abriu espaço para a gravadora Warner assinar contrato com o Mr. Bungle – então a banda “secundária” de Patton. Em 1991, o auto intitulado “Mr. Bungle” trouxe o conjunto, mesmo com as raízes fincadas no metal, explodindo seu som para todos os lados. Com produção do jazzista avant garde John Zorn, o álbum misturou ao peso cavalar uma fatia generosa de disco, ska, uma pitada de jazz, uma dose de música de parque de diversões e uma veia cômica perversa, sombria e desconcertante. Uma mistura genial.

Enquanto o Faith no More tomava o mundo, Patton arrumava tempo para se divertir com o Mr. Bungle. Em 1995 veio o ainda mais experimental “Disco Volante”, que eliminava por completo a tênue pegada pop do trabalho anterior. Virando tudo ao avesso, “California” foi lançado em 1999 com ênfase em lounge music e um som surpreendentemente acessível – bom, ao menos até o ponto em que o Mr. Bungle poderia ser acessível. Naquela altura o Faith no More havia debandado, então Patton entrou em turnê com o Bungle até a virada do milênio. Em 2004 a banda encerrou oficialmente suas atividades.

“NOSSO PRIMEIRO AMOR FOI O METAL”

Não é este Mr. Bungle esquisito e experimental, contudo, que aportou em terras brasilis para uma mini turnê que começou no Cine Jóia, saltou para uma apresentação em Curitiba e termina hoje de volta a São Paulo, abrindo para o Avenged Sevenfold. Como uma ferida que se recusa a fechar, o Mr. Bungle renasceu com Patton (claro), Spruance e Dunn, convocando também o guitarrista Scott Ian (do Anthrax) e o baterista Dave Lombardo, elevado a status divino entre seus pares após redefinir o peso no rock com o Slayer.

“Nosso primeiro amor em comum quando começamos a tocar foi o metal”, me disse Dave Lombardo em um papo exclusivo, meses antes do retorno dessa formação da banda ao Brasil – eles haviam tocado em 2022 como parte do Knotfest em São Paulo. “O Mr. Bungle começou como thrash metal, a primeira demo é puramente metal.” Lombardo conhecia vagamente “Raging Wrath”, mas ouviu de fato o material quando excursionou com Patton em seu projeto Dead Cross. “Achei o som fascinante, especialmente para a época e as condições em que eles gravaram”, continua. “A mistura de estilos deixa a banda fascinante.”

A entrada de Lombardo na banda remete ao espírito inquieto de Patton, que entre as dúzias de projetos explodindo em sua mente – como “Mondo Cane”, “Peeping Tom”, “Tomahawk” e um breve retorno do Faith no More -, convocara o baterista para sua superbanda Fantômas em 1998 (“O trabalho mais difícel que eu já fiz na vida”, recorda Dave), gentileza retribuida quando Patton assumiu o vocal do Dead Cross, iniciativa de Lombardo, em 2015. Ali, a ideia de regravar “The Raging Wrath of the Easter Bunny” já assombrava os sonhos de Mike Patton, e o resto é história.

Fonte: UOL

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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