Gol e Azul encerram tratativas de fusão e citam mudança de cenário do setor aéreo

Bloomberg Línea — A Abra Group, controladora da Gol (GOLL54), e a Azul (AZUL4) anunciaram na noite desta quinta-feira (25) o fim das tratativas de fusão entre as companhias.

A Gol afirmou, em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que as negociações não avançaram porque “as partes não tiveram discussões significativas ou progrediram em uma possível operação de combinação de negócios por vários meses, como resultado do foco da Azul em seu processo de Chapter 11”.

A empresa disse ainda que o memorando de entendimento não vinculante (MoU, na sigla em inglês) havia sido firmado “em outro cenário e em outro momento das empresas, que não é mais o mesmo”.

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Do lado da Azul, a companhia também informou, em fato relevante, a rescisão do acordo assinado em maio de 2024, que previa cooperação comercial via codeshare para integrar as malhas no Brasil.

“Nesse contexto, a Azul esclarece que honrará todas as passagens emitidas sob o acordo de codeshare”, disse.

As companhias aéreas haviam anunciado a assinatura de um memorando de entendimento não vinculante em janeiro deste ano.

Desde então, as companhias negociaram a fusão, até que em maio a Azul protocolou pedido de Chapter 11 nos Estados Unidos, com o objetivo de reestruturar cerca de US$ 2 bilhões em dívidas.

A companhia declarou que sua prioridade “total” naquele momento era a saída do processo, o que travou as conversas sobre a fusão, segundo a Gol.

A Gol disse ainda que continua “acreditando no mérito de uma combinação de negócios entre a Azul e a Gol, e, como tal, a Abra está pronta, disposta e disponível para engajar com os stakeholders aplicáveis”.

As companhias estão entre as maiores do mercado doméstico brasileiro ao lado da Latam Airlines.

No acumulado do ano, as ações da Azul caíram 71%, negociadas a R$ 1,05. No caso da Gol, as ações subiram mais de 28.150% dado o “efeito base” com o preço original muito baixo, mas ainda são negociadas em um patamar baixo a R$ 5,65.

— Com informações de Bloomberg News.

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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