Etti Partners e Convest se unem em plataforma independente de gestão de patrimônio

Bloomberg Línea — No mercado cada vez mais competitivo de gestão de patrimônio no Brasil, a consolidação de negócios que possam formar players complementares tem se mostrado uma das principais tendências, especialmente entre os independentes.

Um novo caso dessa tendência é a união entre Etti Partners, de Luiz Aires e Rodrigo Knudsen, o Kiki, e a Convest Consultoria, de René Silberberg e André Zylberberg, que acabam de assinar um acordo de combinação de negócios, em informação antecipada à Bloomberg Línea.

O deal vai dar origem a uma casa com R$ 1,5 bilhão em gestão de patrimônio e expertises complementares: a Etti, fundada em 2024, na curadoria de ativos gestão e na atuação em wealth management, enquanto a Convest, nascida em 1977, é reconhecida no mercado pela gestão de ativos globais.

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Em paralelo, a nova casa terá uma vertical de placement agent para o alocação de ativos alternativos e descorrelacionados entre si, com foco no atendimento a investidores institucionais, como fundos de pensão, seguradoras, family offices e gestores de patrimônio, e acesso a estratégias que não chegam a distribuidores tradicionais.

O pipeline atual dessa nova vertical, já em diligência por investidores, inclui um FIP de infraestrutura relacionado à transição energética, um FIDC de precatórios do Grupo SOSU, recentemente ancorado pela Etti, e outras duas oportunidades que serão anunciadas provavelmente nos próximos meses.

“A combinação de negócios representa um passo natural na evolução da Etti, dada a complementariedade entre as duas casas”, disse Luiz Aires à Bloomberg Línea.

“Vamos ampliar a nossa capacidade de acesso ao mercado global por meio da expertise construída pela Convest ao longo de décadas, ao mesmo tempo em que reforçamos nossa atuação local e nossa curadoria de produtos.”

Ele apontou ainda que a união com a Convest reforça de maneira relevante a área de research para a vertical de placement agent, que demanda mais atenção.

Aires foi um dos cofundadores da Etti, ao lado de Kiki e Bruno Quelhas (que posteriormente saiu), anunciada ao mercado no fim de 2023 e que entrou em operação no ano seguinte, egresso da RPS, em que havia sido igualmente sócio fundador e em que atuava como Head de RI (Relações com Investidores).

“Ao unirmos forças com a Etti, reforçamos nosso planejamento sucessório e aprimoramos nossa governança, reunindo as melhores práticas de cada empresa”, disse André Zylberberg, sócio e CIO (Chief Investment Officer) da Convest.

“Ao mesmo tempo, ofereceremos aos clientes das duas casas uma gestão ainda mais completa, moderna e perene no tempo”, completou o gestor, um dos mais experientes do mercado brasileiro, com mais de 30 anos de atuação.

Zylbergerg foi gestor do portfólio de ações brasileiras, co-gestor de um hedge fund doméstico e liderou uma equipe responsável por dívidas em mercados emergentes no Pactual na década de 1990.

Também foi responsável pela área de asset management da G5 Evercore e co-gestor de todos os fundos da G5 no fim dos anos 2000 e começo dos 2010. E sócio fundador da Paradigma Assessoria Financeira e da Klig Capital.

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As negociações se estenderam por mais de 12 meses, período que incluiu diligências mútuas e o alinhamento de interesses com clientes e investidores, com vistas a um plano estratégico com visão de longo prazo.

˜Conversamos com casas maiores, menores, do mesmo tamanho. Nunca havia um fit ideal, porque temos um modelo um pouco diferente. Não é tudo BTG ou XP ou Itaú, por exemplo. Trabalhamos com um mosaico e consolidamos”, disse Zylbergerg, que destacou que os clientes reconhecem, no fim do dia, quando agem no interesse deles em primeiro lugar, mais do que a alocação em dado banco.

Segundo ele, os sócios da Etti possuem tanto a expertise comercial que é fundamental para o negócio como endereça a frente de planejamento sucessório que é um tema relevante para a Convest.

Em um primeiro momento, tanto a Etti como a Convest continuam a operar com independência institucional e autonomia de processos de investimento; mas a expectativa é que haja uma integração. O nome da casa integrada – e se alguma das marcas vai prevalecer – ainda será definido.

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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