Antes de sair de casa nesse feriado, alguns cuidados são importantes para evitar dor de cabeça. Desligar o wi-fi do celular antes de ir para o bloquinho de carnaval evita conexões inseguras e golpes. – Foto: Freepik
O feriadão mais movimentado do Brasil chegou e é preciso tomar alguns cuidados antes de sair de casa. Desligar o wi-fi do celular é um dos principais deles e evita muita dor de cabeça para o seu carnaval.
Agências internacionais de cibersegurança passaram a recomendar que a conexão seja desativada quando não estiver em uso, especialmente fora de redes conhecidas. O alerta parte de órgãos como o CERT-FR, da França, e a CISA, dos Estados Unidos. As instituições divulgaram comunicados recentes apontando que o Wi-Fi ativo pode ampliar a exposição do aparelho a ataques digitais, mesmo quando não há conexão direta com uma rede pública.
A orientação é simples e preventiva: desligar o Wi-Fi ao sair de ambientes seguros reduz a superfície de risco. A medida não impede o uso da internet móvel e pode ser revertida facilmente ao chegar a um local com rede confiável.
Por que o risco
O principal ponto envolve redes públicas, como as disponíveis em aeroportos, cafés e centros comerciais. Nem todas possuem protocolos avançados de criptografia, o que pode facilitar a interceptação de dados.
Segundo o CERT-FR, redes abertas ou mal configuradas podem apresentar vulnerabilidades exploradas em ataques do tipo AITM, sigla para “Adversary in the Middle”. Nessa situação, um invasor se posiciona entre o dispositivo e o ponto de acesso, interceptando informações trocadas durante a navegação.
O comunicado da agência francesa explica que “redes, especialmente as públicas e inseguras, podem ter fraquezas nas configurações que as tornam vulneráveis para ataques AITM”. Isso pode permitir a captura de credenciais, senhas e outros dados sensíveis.
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Mesmo sem conexão, há exposição
O risco não se limita ao uso ativo de redes públicas. Quando o Wi-Fi permanece ligado, o celular busca automaticamente pontos de conexão disponíveis ao redor.
Durante esse processo, o aparelho emite e recebe informações básicas, como identificadores do dispositivo e dados de localização aproximada. Especialistas apontam que, em ambientes com infraestrutura comprometida, esses dados podem ser coletados e analisados.
Embora não signifique que haverá invasão imediata, a prática amplia possibilidades técnicas de exploração por terceiros.
O que recomendam as agências
A recomendação é desativar o Wi-Fi ao sair de casa ou de ambientes onde a rede seja considerada segura. O procedimento pode ser feito diretamente no painel de controle do celular e não interfere no funcionamento da internet móvel.
Caso seja necessário utilizar uma rede pública, o uso de VPN é indicado. A Rede Privada Virtual cria uma camada adicional de criptografia, protegendo o tráfego de dados e dificultando interceptações.
Outra orientação é manter o sistema operacional atualizado e utilizar autenticação em duas etapas nos principais serviços digitais.
Atenção aos pontos públicos de carregamento
Além do Wi-Fi, especialistas também alertam para o uso de estações públicas de carregamento por USB. Esses pontos podem estar comprometidos, permitindo a transferência indevida de dados enquanto o aparelho carrega.
A recomendação é priorizar carregadores portáteis ou adaptadores de tomada convencionais. O uso de bloqueadores de dados USB também pode reduzir riscos.
As orientações fazem parte de um conjunto de medidas preventivas voltadas à proteção digital cotidiana. São ações simples, que podem ser incorporadas à rotina sem alterar significativamente o uso do aparelho.
Fonte: Só Notícia Boa




