Vale cai na bolsa após prejuízo, mas JP Morgan reforça a recomendação de compra

As ações da Vale apresentam forte recuo nesta sexta-feira (13) após o registro de um prejuízo de 3,8 bilhões no último trimestre de 2025. A ações recuam 2%, para a casa dos R$ 87.

Mesmo assim, analistas veem o balanço com bons olhos. O JPMorgan, por exemplo, reforçou sua recomendação de compra para VALE3, com preço-alvo de R$ 97 – 11% acima do patamar atual.

Dá para ler a queda de hoje como um movimento pontual alimentado pela própria valorização do papel que atingiu o pico histórico de R$ 90 na quarta-feira (11), na véspera da divulgação do balanço. O tombo também acompanha o recuo no preço do minério, que acordou em queda de 2% na China.

Existe, porém, uma questão mais estrutural: o recuo da cotação da commodity tem a ver, em parte, com os resultados da própria mineradora brasileira.

No mercado, a percepção que prevalece é a de excesso de oferta. Um dos indicadores mais observados pelos investidores são os níveis dos estoques nos portos chineses, que já alcançam 161 milhões de toneladas, segundo a Shanghai SteelHome E-Commerce Co. As reservas sobem há 11 semanas consecutivas e estão próximas de um patamar recorde.

A produção da Vale, por outro lado, atingiu ela mesma um novo recorde no quarto trimestre e recolocou a mineradora brasileira no topo do ranking de maiores produtores mundiais.

No ano passado, a mineradora produziu mais de 336 milhões de toneladas de minério de ferro. Foi o maior volume desde 2018.

A oferta também mais forte de minério vinda da rival australiana Rio Tinto, junto com a maior produção brasileira, não tem encontrado eco na demanda da China, maior consumidora mundial do produto. Com isso, o preço do minério de ferro acumula queda de 7% neste ano.

Um dos motivos para a menor demanda chinesa, além dos elevados estoques de minério, vem do recuo de vendas de automóveis no mercado interno.

Em 2025, houve uma queda de 20% na comercialização de veículos comparado a 2024. Com isso, as montadoras do país asiático têm desacelerado a produção em meio à alta dos estoques de carros e utillitários.

A Vale, no entanto, reafirmou enxergar o movimento desta quarta-feira como algo pontual.

“Nós não estamos aqui também preocupados com o curtíssimo prazo do preço da ação”, afirmou o vice-presidente de Finanças e RI da companhia, Marcelo Bacci, em coletiva com jornalistas.

Para o executivo, a recuperação do preço da ação da Vale nos últimos 12 meses reflete uma visão mais favorável de mercado para os preços e a demanda do mercado de minério em um prazo mais longo.

O lado meio cheio do copo

O prejuízo no quarto trimestre foi pesado. Na comparação anual representa um salto de mais de cinco vezes nas perdas. Forma US$ 694 milhões no vermelho no mesmo período de 2024.

À primeira vista, pode parecer um resultado muito negativo, mas analistas têm olhado o copo meio cheio dos resultados do Ebitda, uma medida de lucro operacional.

O Ebitda ajustado da mineradora no período somou ‌US$ 4,6 ⁠bilhões entre outubro e dezembro, contra ​US$ 3,8 ​bilhões no quarto trimestre de 2024. Segundo o Itaú BBA, os resultados vieram 6% acima do consenso do mercado.

No balanço das Vale, também conta o “Ebitda proforma”. Ele exclui despesas não-recorrentes – como as indezizações pelo desastre de Brumadinho e a eliminação de barragens que possam apresentar risco. Sem contar esses desembolsos, o lucro operacional alcançou US$ 4,8 bilhões: avanço de 17% na mesma base de comparação. Já o “lucro proforma” subiu 68% para US$ 1,5 bilhão.

O desempenho operacional também foi considerado sólido por analistas, como mostra o próprio recorde de produção. Além disso, com maiores vendas e preços, a receita líquida da Vale alcançou US$ 11,1 bilhões no último trimestre do ano passado, com alta anual de 9%.

Fonte: Invest News

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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