Ação em foco: o futuro promissor da RD Saúde após a queda de 16% dos papéis

Mais concorrência e expectativas grandes demais. Esse é o cenário que explica a queda de 16% para as ações da RD Saúde no acumulado deste ano. Mas a verdade é que a empresa ainda é uma gigante capaz de se aproveitar de várias transformações no mercado, como a chegada das canetas emagrecedoras, e consolidar o seu papel de liderança no setor – com efeitos positivos para as ações daqui para frente.

No primeiro trimestre do ano, a companhia entregou resultados abaixo do esperado, jogando dúvidas sobre a sua capacidade, sobretudo diante das margens pressionadas da companhia no período. O Ebitda ajustado – uma medida de lucro operacional – por exemplo, ficou 28% abaixo do consenso do mercado. A frustração derrubou o papel ao seu nível mais baixo no ano, saindo de R$ 21 em janeiro para R$ 13 em maio, quando o balanço trimestral foi divulgado.

O jogo mudou no segundo trimestre, quando os números surpreenderam o mercado e motivaram a procura pelas ações. O lucro líquido agradou, com alta de 13% de abril a junho, para R$ 402,7 milhões. Na mesma toada, o Ebitda ajustado alcançou R$ 885 milhões, crescimento de 7,4%. Foram números um pouco acima das expectativas, mas bons o suficiente para os investidores levarem o papel aos R$ 18 em agosto, quando o resultado trimestral foi divulgado.

De agora em diante, a perspectiva para a trajetória da empresa anima os investidores: a rede terminou junho com 3.371 farmácias, com 70 aberturas no trimestre, e reforçou a perspectiva de abertura de 330 a 350 farmácias para 2025. A melhora no mix de margens entre canais (online e físico), uma execução comercial mais forte e despesas menores indicam um futuro mais promissor para a empresa.

A tudo isso se soma o próprio nível de preço das ações, que justifica a indicação de compra pela maioria das áreas de pesquisa dos grandes bancos. Nos cálculos do Bradesco, após a forte queda das ações no ano, o papel ainda tem um nível de “desconto” de 44% em relação à média histórica. “O pior provavelmente já ficou para trás”, atestaram os analistas da instituição, em relatório.

Concorrência e as ‘canetas’ emagrecedoras

O gestor Daniel Utsch, da Nero Capital, lembra que, no passado, alguns profissionais de mercado duvidavam que a RD Saúde teria espaço para mais de 1.000 lojas no país. Hoje, a história é outra: pelo seu tamanho, ela tem condições de surfar melhor a transformação do varejo farmacêutico trazida pela febre das canetas emagracedoras. Além disso, está entre os nomes bem posicionados para encarar o aumento da concorrência.

E foi justamente depois dos resultados do segundo trimestre que a RD reforçou sua importância no setor. O varejo farmacêutico brasileiro atravessa um ciclo de consolidação, com ganho de escala. Em 2024, as redes faturaram R$ 103 bilhões, um crescimento de 14,2% no ano contra ano, com 11.244 pontos de venda. Embora concentrem cerca de 11% das lojas do país, respondem por mais da metade das entregas de medicamentos – reforçando a competitividade dos grandes grupos farmacêuticos.

É nesse contexto que o Mercado Livre (MELI) chegou à operação do varejo farmacêutico, um movimento que bateu em cheio nas ações da RD Saúde. No fim de agosto, o gigante do varejo comprou a Target, nome fantasia da Cuidamos Farma Ltda., uma farmácia localizada na região do Jabaquara, Zona Sul de São Paulo. Naquele dia, as ações da RD Saúde caíram mais de 1%.

Mas, na avaliação de profissionais do mercado, o jogo segue favorável para a companhia. A leitura é de que ela pode até perder uma fatia de mercado, mas a empresa ainda é competitiva o bastante para aproveitar o momento para participar de aquisições, além de crescer em ritmo maior do que as farmácias menores, que têm menos tecnologia e menor eficiência.

Outro impulso para a empresa é a crescente popularidade de medicamentos injetáveis para diabetes e obesidade, como Ozempic e Mounjaro, que têm gerado uma receita enorme para o varejo farmacêutico. A expectativa é de que a queda de patentes no próximo ano leve ao surgimento de genéricos, que devem massificar ainda mais o uso e gerar mais receita para o setor.

Uma pequena amostra desse potencial já se viu no começo de agosto, quando a chegada às farmácias das canetas emagrecedoras com produção 100% nacional motivou uma alta forte das ações da RD na bolsa – o papel subiu mais de 8% em um único pregão.

Na sessão de hoje, os papéis subiram 0,91%, cotados a R$ 17,79.

Fonte: Invest News

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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