Abrir ou morrer: por que inovar sozinho não funciona mais

Ler o resumo da matéria

Nas últimas décadas, empresas na América Latina viam a tecnologia como um ativo interno, o que atualmente resulta em perda de competitividade. Organizações que adotam soluções externas têm 2,5 vezes mais chances de sucesso.

O Nobel de economia de 2025 destacou a importância de inovações disruptivas, como a IA generativa, que impulsionaram mais de 50% do crescimento da produtividade nas economias desenvolvidas. Apesar de 96% dos executivos acreditarem que a inovação é crucial, apenas 20% consideram suas empresas eficazes nesse aspecto, evidenciando problemas de execução.

A inovação interna é lenta e sujeita a riscos, enquanto startups de tecnologia, com foco e agilidade, conseguem aprender e entregar resultados rapidamente. Empresas que conectam tecnologias externas reportam até 3 vezes mais retorno sobre investimentos em inovação. A permanência das empresas no S&P 500 diminuiu, refletindo a necessidade de adaptação em um ambiente de inovação acelerada.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Durante as últimas décadas na América Latina, empresas pensavam em tecnologia como um ativo a ser desenvolvido “dentro de casa”. Não havia ecossistema de applications.

Hoje, pensar assim é um dos principais motivos pelos quais grandes organizações perdem velocidade, competitividade e relevância. Continuar apostando apenas em soluções internas não é sinal de força, mas de atraso.

Empresas que se abrem para soluções externas têm até 2,5 vezes mais chance de sucesso do que aquelas focadas em P&D interno (BCG Innovation Survey).

O Nobel de economia de 2025 reconheceu economistas que demonstraram matematicamente que os países devem abraçar inovações disruptivas como a que vivemos agora com IA generativa.

Um estudo da OECD (Digital Economy Outlook) concluiu que a inovação respondeu por mais de 50% do crescimento de produtividade na última década nas economias desenvolvidas. Sociedades prosperam quando absorvem inovação disruptiva, mesmo quando ela altera dinâmicas de trabalho e estruturas no curto prazo. A destruição criativa é desconfortável, mas benéfica.

E, embora 96% dos executivos afirmem que inovação será a principal fonte de crescimento, apenas cerca de 20% consideram suas organizações realmente eficazes em inovar, segundo um estudo da McKinsey (State of Organizations). Essa lacuna revela um problema de execução. Muitas empresas ainda confundem inovação com controle e insistem em fazer sozinhas aquilo que o mercado já resolve melhor.

Dentro das grandes companhias, conselhos e CEOs entendem a necessidade de inovar. O problema está na execução operacional. Executivos do segundo nível trabalham sob incentivos próprios: projetos recém-aprovados, orçamentos defendidos, times montados e reputações em jogo, ego e insegurança. A proteção interna supera a eficiência externa.

Além disso, inovar internamente em grandes organizações é estruturalmente lento. Projetos que dependem de múltiplas instâncias de aprovação apresentam até 30% mais risco de atraso e estouro de orçamento quando comparados a equipes autônomas e ágeis, segundo estudo da PMI (Pulse of the Profession). Cada escala de aprovação adiciona fricção. O resultado é que pouca inovação real chega ao mercado.

É nessa janela de ineficiência que entram startups de tecnologia e IA. Foco único. Missão clara. Melhores talentos são mais sexy. Dados em escala. Alta cadência de interação e produtização.

Escala muda tudo. Organizações que operam grandes volumes de interações digitais conseguem acelerar aprendizado de máquina e melhoria de produto. Um estudo do MIT Sloan concluiu que ambientes com grande escala de dados podem elevar a performance preditiva de modelos de IA em no mínimo 25%.

Uma empresa grande que processa milhares de dados de clientes aprende devagar. Uma startup que processa milhões de dados de vários clientes aprende rápido e entrega mais performance.

Sem escala e com equipes divididas entre múltiplas prioridades, produtos internos evoluem lentamente, quando evoluem.

O paradoxo é claro: vantagem competitiva hoje não vem de possuir tudo, mas de combinar bem o que já existe no mercado.

Empresas que têm a habilidade de conectar aplicações externas de tecnologia em seus sistemas para resolver problemas de negócio reportam até 3 vezes mais retorno sobre investimentos em inovação do que organizações que inovam isoladamente, segundo estudo da Deloitte Insights.

A história reforça a tese. A permanência média das empresas no S&P 500 caiu drasticamente nas últimas décadas — hoje é cerca de metade do que era há 50 anos — reflexo da aceleração tecnológica e da substituição por organizações mais adaptáveis (Innosight Corporate Longevity Forecast).

Em um ambiente de inovação acelerada, continuar fazendo tudo sozinho não é prudência. É teimosia.

Thomaz Srougi é fundador e chairman do dr.consulta e fundador e CEO da Carecode. Possui MBA e mestrado em Políticas Públicas pela University of Chicago e é Kauffman Fellow.

Fonte: Neo Feed

Obrigado por acompanhar nossas publicações. Nosso compromisso é trazer informação com seriedade, clareza e responsabilidade, mantendo você sempre bem informado sobre os principais acontecimentos que impactam nossa cidade, região e o Brasil. Continue nos acompanhando e participe deixando sua opinião — sua voz é essencial para construirmos juntos um jornalismo mais próximo do leitor.

Ismael Martins de Souza Costa Xavier

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat. Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur.

The most complete solution for web publishing

Fique sempre com a gente! Nosso jornal traz informação em tempo real, com credibilidade e proximidade. Acompanhe, compartilhe e faça parte dessa história.

Agradecemos a você, leitor, por nos acompanhar e confiar em nosso trabalho. É a sua presença que nos motiva a seguir levando informação com seriedade, clareza e compromisso. Seguiremos juntos, sempre em busca da verdade e da notícia que faz diferença no seu dia a dia.

Jornalista:

Compartilhe esta postagem:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *