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Tudo o que você precisa saber sobre os ataques de EUA e Israel ao Irã

Estados Unidos e Israel deflagraram neste sábado (28)uma grande ofensiva militar contra o Irã, que Trump descreveu como uma oportunidade de promover uma mudança de regime em Teerã.

A operação veio após semanas de ameaças repetidas do presidente americano, que dizia que os EUA atacariam o Irã caso a liderança do país não aceitasse as exigências de Washington, em especial sobre o programa nuclear iraniano. Na quinta-feira, autoridades americanas e iranianas participaram de uma última rodada de negociações mediadas, que terminou sem avanço.

No sábado, Trump anunciou que “grandes operações de combate” estavam em curso em território iraniano. O Departamento de Defesa batizou a ofensiva de “Operation Epic Fury” (“Operação Fúria Épica”).

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Por que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã?

A fase mais recente de tensão entre Estados Unidos e Irã começou em janeiro, quando Trump prometeu apoiar manifestantes depois que o governo iraniano usou força letal para reprimir protestos.

Em mensagem gravada para anunciar o ataque neste sábado, o presidente americano pediu abertamente que os iranianos “assumam o controle de seu governo” após o fim da ação militar.

“Esta provavelmente será sua única chance em gerações”, disse Trump. “Por muitos anos, vocês pediram a ajuda da América, mas nunca a receberam. Nenhum presidente estava disposto a fazer o que eu estou disposto a fazer esta noite. Agora vocês têm um presidente que está dando o que vocês querem, então vamos ver como respondem.”

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É a segunda vez em menos de um ano que o Exército americano ataca alvos dentro do Irã. Em junho passado, forças dos EUA bombardearam três instalações nucleares no país. Agora, autoridades americanas afirmam esperar uma ofensiva muito mais ampla.

Para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, participar do ataque ao Irã faz parte de um objetivo antigo de promover mudança de regime em um país que ele descreve como ameaça existencial a Israel, ao Oriente Médio e ao mundo. Em pronunciamento na TV, Netanyahu afirmou que a ofensiva conjunta poderia “criar as condições para que o bravo povo iraniano tome seu destino em suas próprias mãos”.

Quais são os alvos?

Os ataques começaram no que é o primeiro dia útil da semana no Irã, com relatos de explosões em várias cidades, incluindo Qom, Kermanshah, Isfahan e Karaj, segundo a agência semioficial iraniana Fars. Em Teerã, onde vive o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, imagens mostraram colunas densas de fumaça subindo sobre a capital.

Vídeos verificados pelo New York Times mostraram bombardeios em uma área de Teerã que abriga o palácio presidencial e o Conselho de Segurança Nacional do Irã, entre outros prédios importantes do governo. Outro vídeo mostrou uma explosão nas proximidades do Ministério da Inteligência.

Um dos objetivos centrais da primeira onda conjunta de ataques foi atingir o maior número possível de líderes, segundo três autoridades de segurança israelenses familiarizadas com a operação. O Exército de Israel afirmou ainda que sua força aérea realizou uma ampla série de bombardeios contra múltiplos alvos militares no oeste do Irã.

Autoridades dos dois países disseram esperar que a ofensiva dure vários dias.

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Como o Irã respondeu?

O Irã lançou uma série de mísseis e drones contra Israel, informou a Guarda Revolucionária em comunicado divulgado no Telegram.

Teerã também disparou mísseis contra bases militares americanas na região, incluindo a base aérea de Al Udeid, no Catar; a base aérea de Ali Al Salem, no Kuwait; a base aérea de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos; e o quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos EUA, no Bahrein, segundo a Fars.

O Ministério da Defesa do Catar afirmou ter “frustrado com sucesso diversos ataques” contra seu território. A ofensiva remete a um ataque realizado em junho passado, quando o Irã disparou mais de uma dezena de mísseis contra uma base militar americana próxima à capital catariana, Doha, em resposta a um ataque dos EUA contra instalações nucleares iranianas.

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Os países do Golfo abrigam diversas bases e embaixadas dos Estados Unidos, e especialistas já vinham alertando que essas estruturas poderiam se tornar alvos de retaliações iranianas. Em preparação, os militares americanos reforçaram sua presença na região, em uma concentração de forças que Trump descreveu como uma “armada”.

c.2026 The New York Times Company

Fonte: Info Money

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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