Mais de três mil iranianos foram mortos nos bombardeamentos

O número inclui 1.319 civis, dos quais 206 eram menores de idade, além de 1.122 militares, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), sediada nos Estados Unidos. A organização utiliza relatórios oficiais de autoridades de saúde, emergência e defesa civil, além de outras fontes no Irã.

Outras 599 mortes foram confirmadas pela organização, mas as identidades das vítimas ainda não puderam ser determinadas.

Do total, segundo a HRANA, 21 pessoas morreram nas últimas 24 horas, todas civis — incluindo um menor — em 285 ataques registrados em 18 das 31 províncias iranianas.

Pela primeira vez em 16 dias de bombardeios, Teerã não lidera a lista das províncias mais atingidas e aparece em segundo lugar, atrás da província de Isfahan, no centro do país, onde no sábado as autoridades locais registraram 15 mortos em um ataque contra um centro industrial.

Os últimos números divulgados pelo Ministério da Saúde do Irã indicam 1.200 mortos e cerca de 10 mil feridos.

A HRANA foi uma das organizações que procurou medir com precisão a dimensão da repressão violenta aos protestos antigovernamentais na República Islâmica do Irã ao longo de janeiro.

No mês passado, a entidade informou que pelo menos 7.002 pessoas morreram ou desapareceram durante as manifestações, número baseado em casos confirmados pela organização — mais que o dobro dos 3.117 reconhecidos oficialmente — além de mais de 50 mil detidos.

A onda de protestos começou em 28 de dezembro, em Teerã, com comerciantes e setores econômicos afetados pela queda do rial, a moeda nacional, e pela alta inflação, espalhando-se posteriormente por centenas de cidades do país.

Após a revolta popular contra a teocracia de Teerã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu aos manifestantes iranianos que a ajuda estava “a caminho”.

Desde a ofensiva conjunta com Israel, Trump tem sido mais cauteloso quanto ao objetivo de mudança de regime e, assim como o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, tem repetido que os ataques militares buscam criar condições para que os iranianos se levantem contra as autoridades do país.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou hoje que o país “não vê motivos para negociar” com os Estados Unidos, após Trump ter indicado que Teerã deseja um acordo para encerrar a guerra.

O presidente norte-americano voltou a descartar no sábado a possibilidade de um acordo neste momento.

“O Irã quer fazer um acordo, e eu não quero, porque os termos do acordo ainda não são suficientemente bons”, declarou em entrevista à emissora NBC.

O Irã rejeitou até agora qualquer discussão para estabelecer um cessar-fogo no conflito, que se espalhou pela região e reacendeu a guerra no Líbano, depois que o grupo xiita Hezbollah entrou no conflito em apoio ao seu aliado em Teerã e iniciou ataques contra Israel.

Em resposta à ofensiva iniciada em 28 de fevereiro, o Irã lançou ataques com mísseis e drones contra Israel e países vizinhos, mirando especialmente bases militares e interesses norte-americanos, além de infraestruturas econômicas, sobretudo no setor de energia.

Ao mesmo tempo, colocou sob ameaça militar o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, o que fez o preço do barril subir para cerca de 100 dólares.

Na sexta-feira, alguns dos principais líderes do regime iraniano marcharam no centro de Teerã em desafio aos ataques israelo-americanos, mas o novo líder supremo não apareceu.

Mojtaba Khamenei teria sido ferido, segundo diversos relatos de fontes ligadas ao regime iraniano, no mesmo bombardeio que matou seu pai e antecessor, Ali Khamenei, e não é visto em público há vários dias.

O chefe da diplomacia de Teerã afirmou no sábado que “não há qualquer problema” com Mojtaba Khamenei, que “está cumprindo seus deveres de acordo com a Constituição e continuará a fazê-lo”.

Leia Também: Chanceler do Irã diz que líder supremo está com ‘excelente saúde’

Fonte: Notícias ao minuto

Obrigado por acompanhar nossas publicações. Nosso compromisso é trazer informação com seriedade, clareza e responsabilidade, mantendo você sempre bem informado sobre os principais acontecimentos que impactam nossa cidade, região e o Brasil. Continue nos acompanhando e participe deixando sua opinião — sua voz é essencial para construirmos juntos um jornalismo mais próximo do leitor.

Ismael Martins de Souza Costa Xavier

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat. Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur.

The most complete solution for web publishing

Fique sempre com a gente! Nosso jornal traz informação em tempo real, com credibilidade e proximidade. Acompanhe, compartilhe e faça parte dessa história.

Agradecemos a você, leitor, por nos acompanhar e confiar em nosso trabalho. É a sua presença que nos motiva a seguir levando informação com seriedade, clareza e compromisso. Seguiremos juntos, sempre em busca da verdade e da notícia que faz diferença no seu dia a dia.

Jornalista:

Compartilhe esta postagem:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *