como a Nanica se tornou uma rede que fatura R$ 55 milhões

Bloomberg Línea — No princípio havia uma torta de banana com doce de leite. Há alguns anos, a banofee era a moda gastronômica do momento no país, a tal ponto que inspirou a abertura de uma casa especializada em São Paulo.

Mas, em vez de perder força, como tantas outras febres gastronômicas – como a do morango do amor neste ano, a Nanica Brasil surfou na moda e depois apostou na diversificação. Com essa estratégia, cresceu, se tornou uma rede de franquias e prevê faturar R$ 55 milhões neste ano e chegar a 100 lojas em 2027.

Para alcançar tais métricas, deixou de lado o foco só em doces para buscar transformar a casa de tortas doces em uma franquia de cafés, segundo a CEO Thais Costa. “Nosso objetivo é crescer como cafeteria, sem deixar de ser reconhecida pelas tortas”, disse em entrevista à Bloomberg Línea.

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A empresa continua a apostar em diversificação dos negócios, com ampliação do cardápio e fortalecimento da presença digital e de marca.

A relação da Nanica com o público começou pelas redes sociais e a estratégia digital segue como pilar central para o negócio. O perfil oficial da marca soma cerca de 500 mil seguidores e, quando considerados os perfis de todas as lojas, o número ultrapassa 1,5 milhão.

“O Instagram é ainda hoje nosso principal canal de comunicação”, disse Costa. “Postamos um conteúdo e, em duas horas, já temos franqueados relatando que clientes foram até a loja porque viram a publicação.”

Metade das vendas acontece por meio de delivery, e a análise de dados dessas plataformas ajuda a definir novos produtos.

“O delivery nos mostra o que as pessoas pesquisam, o que é determinante para fechar uma compra, se é o frete, a foto ou o preço. Isso orienta nossos lançamentos”, explicou.

Somente no primeiro semestre, segundo ela, as vendas chegaram a R$ 21 milhões, com 900 mil tortas vendidas.

“Hoje temos 55 lojas ativas e a previsão é a de um faturamento de R$ 55 milhões, cerca de 10% acima do ano passado”, disse Costa.

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A banoffee segue como o símbolo da marca. Junto com a torta de morango, responde a 60% do faturamento, mas o crescimento vai muito além da fruta original.

“Em São Paulo, as lojas vão muito bem vendendo variações de banofee. Quando vamos para o interior ou para estados mais distantes, a cultura muda e precisamos oferecer bebidas geladas, quentes ou outros produtos”, explicou.

Outro passo foi a entrada em produtos salgados, em parceria com a Forno de Minas. “O cliente que está na loja quer também consumir um salgado ou uma bebida, não apenas a sobremesa”, explicou. “Queremos que ele fique mais tempo conosco e volte mais vezes.”

Expansão regional

Segundo a empresária, a entrada de novos sócios investidores não faz parte dos planos. O crescimento se dará por meio do modelo de franquias, que reduz o investimento necessário.

O plano da Nanica é chegar a 100 operações até 2027, com critérios descritos como rigorosos pela CEO para a escolha de franqueados. “Nós não nos permitimos abrir unidades com franqueados que não sejam presentes na operação”, disse.

“Como o doce é preparado na hora, precisamos de franqueados muito presentes, principalmente nas primeiras lojas de cada cidade.”

As próximas inaugurações serão concentradas no interior paulista, mas a rede mira novas praças, como Goiânia, Alagoas, Rio de Janeiro e Niterói.

“Temos um mapeamento das principais capitais e das cidades médias. No Sudeste já temos bastante presença, mas acima do Rio no mapa ainda há muitas possibilidades.”

A expansão por meio de franquias trouxe o desafio da padronização. Segundo Costa, todas as lojas da rede produzem diariamente os itens vendidos. “Nada é congelado ou processado dentro do Nanica”, disse.

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A franqueadora homologa receitas e insumos, e qualquer problema é acompanhado em tempo real.

“Às vezes o cliente manda uma foto pelo Instagram dizendo que a torta chegou derretida. Nós acessamos a informação na hora e buscamos entender se foi erro de ponto de chantilly, troca de confeiteiro ou atraso na entrega.”

Além do monitoramento digital, a rede usa ferramentas como clientes ocultos e visitas de consultores de campo.

“Reciclamos constantemente o treinamento das equipes para garantir que o cliente em Porto Alegre consuma o mesmo produto que em Belém.”

A executiva reforçou que a visão de que a torta de banana segue como parte central da identidade, mas que o futuro passa pela diversificação.

“A banoffee sempre vai ter um carinho no coração da marca, mas não necessariamente será o carro-chefe o resto da vida”, afirmou.

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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