BofA vê inflação de volta ao teto da meta e bate o martelo para início de cortes da Selic – Money Times


BofA cortou a projeção da inflação em 2025 de 5% para 4,5%. (Imagem: joaogbjunior/Pixabay)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) veio “cheio de ruídos”, mas as métricas de inflação subjacente mostraram melhora, afirmam o chefe de economia no Brasil e estratégia para América Latina do Bank of America (BofA), David Beker, e sua equipe.

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A inflação subiu 0,48% no mês e acumulou alta de 5,17% em um ano. A leitura ficou abaixo das expectativas do mercado, de 0,52% e 5,21%, respectivamente.

O núcleo médio desacelerou de 5,11% para 5,08% na comparação anual, enquanto o núcleo de serviços avançou levemente, de 6,74% para 6,76%. Já o índice de difusão — que mede a proporção de itens com aumento de preços no mês — recuou de 56,8% para 52,0%.

Segundo o relatório do banco, obtido com exclusividade pelo Money Times, as medidas de núcleo e difusão sugerem que a política monetária está ganhando força, mesmo diante dos estímulos fiscais recentes. O Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano nas últimas reuniões e reafirmou que os juros devem permanecer em “patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”.

Diante desse cenário, o BofA revisou sua projeção de inflação para 2025 de 5% para 4,5%. O ajuste foi sustentado pelo comportamento “encorajador” da inflação de serviços e pela valorização do real, que contribui para a dinâmica dos bens comercializáveis.

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Se a estimativa do banco se confirmar, será a primeira vez, desde setembro de 2024, que a inflação retornará ao teto da meta. A meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Mais otimistas com o IPCA, Beker e sua equipe mantêm a projeção de início do ciclo de afrouxamento monetário já em dezembro deste ano, na contramão do consenso de mercado. O ciclo deve começar com um corte de 0,50 ponto percentual na Selic, afirmam.

“Projetamos que a Selic atingirá 11,25% até o final de 2026, com inflação de 4,0%”, dizem.

O IPCA de setembro

Os economistas do BofA afirmam que o aumento do consumo de energia elétrica e a deflação dos alimentos explicam o resultado da inflação de setembro.

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A principal pressão de alta veio do grupo habitação, refletindo o retorno do bônus de Itaipu e reajustes tarifários em alguns estados. Enquanto isso, a alimentação em casa continuou registrando deflação, e a contribuição da alimentação fora de casa para o índice geral diminuiu.

“Ao contrário de agosto, quando o índice negativo mascarou uma dinâmica desfavorável do núcleo, a impressão de setembro mostra o oposto: o índice veio cheio de ruídos impulsionado pela energia elétrica, mas as métricas de inflação subjacente melhoraram.”

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Fonte: Money Times

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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